Receita cai R$ 342 mi com redução de IPI, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, informou que a decisão de reduzir a alíquota do IPI em 3 pontos porcentuais para o setor automotivo vai gerar uma perda de arrecadação do imposto de R$ 342 milhões no período de sua vigência. Ele ressaltou, entretanto, que se as vendas de automóveis realmente forem alavancadas, a perda poderá ser compensada. "Se a medida vai significar perda de arrecadação como um todo, isso vai depender do processo de venda."O presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, garantiu que o setor vai se empenhar para que as vendas de automóveis cresçam no período. "Nosso compromisso é repassar integralmente a redução do IPI para os consumidores. Vamos ter todo o empenho para que as vendas de automóveis aumentem."Dinâmica da economiaO ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que medidas como as anunciadas hoje ajudam a dinâmica econômica do País mas não substituem todo o trabalho que está sendo desenvolvido pelo governo na busca da retomada do crescimento econômico. "Ao governo cabe sempre analisar pleitos que ajudam a dinâmica econômica, mas o crescimento não virá de uma série de acordos dessa natureza. Eles apenas auxiliam", afirmou.Segundo o ministro, desde o início do ano o governo já participou de uma série de negociações semelhantes à fechada esta manhã no sentido de dinamizar setores da economia brasileira. "Não estamos apenas fechando um acordo com o setor automotivo. Mesmo com relação ao IPI, já fizemos acordos com diversos setores da indústria onde os benefícios foram ainda maiores", disse Palocci citando, como exemplo, medidas adotadas para a safra agrícola e o Moderfrota, o programa de renovação do maquinário agrícola.DemissãoNo final da entrevista, Palocci apenas riu ao ser questionado sobre boatos de que teria pedido demissão do governo. Palocci foi questionado sobre o assunto, riu e levantou-se da cadeira saindo do auditório. Antes disso, ele insistiu no repasse para os preços ao consumidor do benefício tributário concedido aos automóveis. Segundo ele, o governo adotou a medida para dinamizar a indústria e preservar o emprego no setor.

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