Receita: crise não deve afetar lucratividade de empresas

Com a expectativa de manutenção do crescimento da produção industrial no segundo semestre deste ano, a arrecadação da Receita deve manter o mesmo ritmo de expansão verificado no primeiro semestre

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

21 de agosto de 2007 | 18h20

O secretário-adjunto da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, afirmou nesta segunda-feira que a crise no mercado financeiro internacional, que diminuiu o valor das empresas brasileiras com ações negociadas em bolsas de valores, não deve afetar arrecadação da Receita Federal. Segundo Barreto, essa queda não afeta o aumento da lucratividade das empresas, fator que tem puxado a arrecadação da Receita Federal."A crise não afetou a produção industrial", afirmou o secretário. Ele destacou que o aumento de lucratividade, pelo contrário, melhora a avaliação das empresas no mercado acionário.Na avaliação de Barreto, com a expectativa de manutenção do crescimento da produção industrial no segundo semestre deste ano, a arrecadação da Receita deve manter o mesmo ritmo de expansão verificado no primeiro semestre. Dados divulgados nesta terça-feira mostraram que a arrecadação da Receita, nos sete primeiros meses do ano, registrou um crescimento real de 10,34%. "Não podemos assegurar que esse crescimento se manterá. Depende da economia", afirmou o secretário-adjunto.CPMFO secretário-adjunto da Receita classificou de "simplista" a avaliação de que, com o crescimento da arrecadação, puxado pela expansão no recolhimento de vários tributos, o governo pode abrir mão da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) como reivindicam vários setores da economia. "Não dá para falar que o crescimento do Imposto de Renda justificaria desonerar a CPMF. São discussões apartadas", afirmou Barreto. "É muito simplista falar de uma troca de arrecadação", acrescentou. Ele insistiu na avaliação de que o governo não pode abrir mão da CPMF, mas evitou comentar o aumento da pressão da sociedade para o fim da CPMF. "Essa é uma questão que deve ser tratada no plano político. No Congresso Nacional", afirmou Barreto.

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