Receita das operadoras deve crescer pouco

A desaceleração da atividade econômica e os cortes das tarifas das terminações móveis e de ligações fixo para móvel devem impactar os resultados das operadoras de telefonia no segundo trimestre, que saem a partir da próxima semana. A expectativa das instituições financeiras consultadas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, é por um trimestre com fraca expansão da receita líquida e das margens.

O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2013 | 02h05

As maiores preocupações dos analistas em relação aos resultados das empresas de telecomunicações listadas na bolsa são distintos: no caso da Oi, o foco é o endividamento. Par a Telefônica, a dúvida é sobre os custos do relançamento dos serviços de TV paga. Para TIM, a atenção se volta para a desaceleração de seu principal mercado, o de telefonia móvel.

A Telefônica Vivo deverá registrar um lucro líquido no segundo trimestre de R$ 950,7 milhões, resultado 12,3% abaixo do mesmo período de 2012. A receita líquida deve crescer 3%, para R$ 8,490 bilhões.

Para a Oi, a projeção é de um lucro líquido de R$ 315,7 milhões de abril a junho, alta de 392% sobre igual período do ano passado. A projeção é de expansão de 2,6% da receita líquida, para R$ 7,094 bilhões.

A TIM deverá registrar um lucro líquido de R$ 349,2 milhões, alta de 0,7% sobre um ano antes. A estimativa para a receita líquida é de uma expansão de 5%, para R$ 4,779 bilhões.

A Vivo divulga seu resultado na próxima quarta-feira, enquanto o da TIM sai em 30 de julho. O balanço da Oi sai no dia 13 de agosto.

Para os resultados de Telefônica Vivo e TIM, foram usadas as projeções do Itaú BBA, JP Morgan, Credit Suisse e Bank of America Merrill Lynch (BofA). No caso da Oi, valem as estimativas de Itaú BBA, HSBC, Credit Suisse e BofA. / R.P.

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