Receita de serviços cresce, mas em termos nominais

Serviços de alojamento e alimentação tiveram crescimento muito baixo entre os meses de março de 2014 e de 2015, mas outros serviços prestados às famílias – como atividades artísticas, esportivas e de recreação, lavanderias, cabeleireiros e cursos de idioma – registraram aumento da receita de 13,5% no período. Foi um dos poucos subitens em que o faturamento nominal do setor de serviços apresentou alta em março, conforme a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

O Estado de S. Paulo

23 Maio 2015 | 03h00

Depois de três trimestres de resultados reais pífios, os números da receita de serviços foram um pouco menos ruins, segundo o levantamento. Em janeiro (+1,8%) e fevereiro (+0,9%), comparativamente aos mesmos meses do ano passado, a tendência foi tão negativa que se chegou a imaginar que o indicador pudesse se tornar negativo até em termos nominais. Isso não ocorreu: em março, houve aumento de 6,1% em relação a março de 2014. É bem menos do que a inflação em 12 meses de 8,4% até março, mas já mostrou algum alívio. “Eu chamaria de uma ligeira recuperação”, disse o gerente do IBGE Roberto Saldanha.

Março também foi influenciado positivamente pelo subitem serviços administrativos e complementares e, ainda mais, pelo transporte aquaviário – cujas receitas cresceram 18,1% em relação a março de 2014. Mas os números positivos têm de ser procurados com muita atenção.

Nos últimos cinco trimestres, em relação a iguais períodos do ano anterior, o aumento da receita de serviços saiu de 8,7% no início de 2014, declinando para 6,2%, depois para 5,1% e para 4,4%, chegando a 2,9% em 2015. Em 12 meses, até março, comparativamente aos 12 meses anteriores, a receita nominal subiu apenas 4,6%.

A PMS começou a ser divulgada em 2013 e sua abrangência é limitada, excluindo, por exemplo, serviços financeiros e serviços públicos.

Mas o setor de serviços reflete o estado geral da economia. Seu comportamento depende, portanto, do que ocorre na indústria, no comércio e na agricultura. Se cai a produção de manufaturados, por exemplo, há menos bens para transportar ou exportar.

Em termos regionais, só cinco unidades da Federação apresentaram alta superior à média e, destas, só em São Paulo houve avanço real (8,9%) entre março de 2014 e março de 2015. Em seis áreas pesquisadas (Piauí, Amapá, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Maranhão) a evolução nominal da receita foi negativa.

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