Receita do setor de serviços cresce 6,6% em maio, aponta IBGE

Preparação para a Copa do Mundo impulsionou os serviços prestados às famílias, segundo o levantamento

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2014 | 10h49

 RIO - A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 6,6% em maio, ante igual mês de 2013, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita bruta do setor acumula alta de 7,7% no ano e elevação de 8,2% em 12 meses.

A preparação para a Copa do Mundo, segundo o IBGE, impulsionou o crescimento da receita dos serviços prestados às famílias. A alta nesse segmento foi de 11,6%.

No segmento de serviços de alojamento e alimentação, o aumento foi de 11,8%. Nos outros serviços prestados às famílias a alta foi de 10,1%. "Acho que já tem aí algum efeito de Copa do Mundo, um efeito preparatório. Nos serviços prestados às famílias têm muitas empresas de organizações de eventos culturais, esportivos, então pode ter aí um preparatório para a Copa", apontou Roberto Saldanha, técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Outro segmento beneficiado foi o transporte aéreo, que registrou expansão de 16,5% em maio."No caso do transporte aéreo, embora ele tenha tido uma taxa menor do que a de abril (18,3%), ainda está num crescimento nominal muito acima da média, muito bom. Teve uma parcela sim do efeito Copa, já na sua fase preliminar, porque não tivemos um evento em maio que justificasse esse crescimento, nenhum feriado, nada disso", contou Saldanha.

No mesmo período, os serviços de informação e comunicação tiveram aumento de 4,5%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 7,8%. Os transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio se expandiram 7,5%, e os outros serviços, 5,6%.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi inaugurada em agosto do ano passado, com série histórica desde janeiro de 2012. A pesquisa produz índices nominais de receita bruta, desagregados por atividades e com detalhes para alguns Estados, divididos em três tipos principais: o índice do mês frente a igual mês do ano anterior; o índice acumulado no ano; e o índice acumulado em 12 meses.

Ainda não há divulgação de dados com ajuste sazonal (mês contra mês imediatamente anterior), pois, segundo o IBGE, a dessazonalização requer a existência de uma série histórica de aproximadamente quatro anos. 

Tudo o que sabemos sobre:
serviçosIBGE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.