Receita do setor de serviços sobe 2,1% em junho, o menor crescimento desde 2012

O aumento da receita foi a menor para o mês desde o início da série histórica, em janeiro de 2012; com o resultado de junho, a receita bruta do setor acumula alta de 2,3% no ano

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 09h23

RIO - A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 2,1% em junho deste ano ante igual mês de 2014, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do pior desempenho para um mês de junho em toda a série, iniciada em janeiro de 2012. Em maio de 2015, o crescimento foi de 1,1% no mesmo tipo de confronto.

Com o resultado de junho, a receita bruta do setor acumula alta de 2,3% no ano. Já em 12 meses, o avanço é de 3,5%, o menor desde o início da série, que começou em janeiro de 2013 neste tipo de comparação.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi inaugurada em agosto de 2013, com série histórica desde janeiro de 2012. A pesquisa produz índices nominais de receita bruta, desagregados por atividades e com detalhes para alguns Estados, divididos em quatro tipos principais: o índice do mês frente a igual mês do ano anterior; o índice acumulado no ano; o índice acumulado em 12 meses; e o índice base fixa, comparados à média mensal obtida em 2011.

Ainda não há divulgação de dados com ajuste sazonal (mês contra mês imediatamente anterior), pois, segundo o IBGE, a dessazonalização requer a existência de uma série histórica de aproximadamente quatro anos. 

Trimestre. A receita bruta nominal de serviços cresceu 1,6% no segundo trimestre de 2015 em relação a igual período do ano passado. Trata-se do pior resultado já observado em toda a série da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em janeiro de 2012. No primeiro trimestre deste ano, o resultado havia sido, até então, o pior da série. O avanço da receita nominal, sem descontar a inflação, foi de 2,9% em relação a igual período de 2014.

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