Receita dos EUA investiga executivos da Sprint

Os dois altos executivos da norte-americana Sprint Corp., que no Brasil tem participação na Intelig, que foram forçados a deixar a companhia, após conflitos no conselho sobre o uso questionável de um mecanismo de economia fiscal, estão sendo vigiados pela Receita Federal dos EUA, segundo informações de fontes ao Wall Street Journal. A saída ainda pendente de William Esrey, chairman e CEO da Sprint e de Ronald LeMay, presidente e executivo das operações, e foi anunciada na semana passada. Os dois executivos que dirigem a companhia desde meados dos anos 80 fizeram uso desse artifício fiscal para adiar dezenas de milhões de dólares em impostos, resultantes do exercício da opção para subscrever ações em 1999 e 2000, afirmam essas pessoas familiarizadas com a situação ao Journal. Esses artifícios fiscais, também utilizados por outros altos executivos da empresa, cujos nomes não foram revelados, foram recomendados pelo auditor da Sprint, a Ernst & Young LLP, de acordo com as fontes.A Ernst & Young também fornece assessoria em planejamento fiscal aos executivos da empresa. Os executivos da Sprint deverão enfrentar possíveis perdas financeiras e questionamento pelo fisco, segundo o Journal. Não há indicações de que LeMay e Esrey cometeram algo ilegal. O porta-voz da Sprint não quis comentar a respeito. Esrey e LeMay não foram localizados para falar sobre o assunto. Porta-voz da Ernst & Young disse ao Journal que a política da empresa é não comentar sobre seus clientes.

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