Receita dos supermercados registra queda de 2,73% no ano

O setor supermercadista brasileiro registrou queda de 7,72% no faturamento em setembro, ante agosto. Na comparação com setembro de 2002, a perda é de 9,93% e, no acumulado dos nove meses deste ano ante o mesmo período do ano passado, a retração foi de 2,73%. Os números foram divulgados hoje pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Carlos de Oliveira. A diminuição do poder de compra do brasileiro foi a principal razão apontada pelo executivo para justificar o resultado ruim. "Começamos o ano falando em crescimento de 2%. Hoje, se alcançarmos a mesma performance do ano passado, já será positivo", afirmou Oliveira, durante a abertura da 17ª Convenção Mineira de Supermercados. A última esperança dos empresários do setor é a venda para o Natal. " Se não tivermos um dezembro maravilhoso, dificilmente conseguiremos reverter a queda", disse. No ano passado, o varejo supermercadista registrou um faturamento de R$ 79,8 bilhões, o que significou um crescimento de 1,54% em relação ao ano anterior. Mas, entre 1998 e 2002, há uma perda acumulada de receita da ordem de 2%. De acordo com o presidente da Abras, algumas medidas adotadas pelo governo a partir do segundo semestre deste ano melhoraram o poder de compra do consumidor, como o incentivo ao microcrédito, e a redução gradual da taxa de juros. A Abras ouviu 50 empresas supermercadistas e a maioria informou ter aumentado as encomendas para o Natal, em relação às encomendas de 2002. Mercado mineiroNa contramão do resultado nacional, os supermercadistas mineiros esperam um acréscimo de 3% na receita em 2003. A expectativa é atingir R$ 9,7 bilhões de faturamento frente os R$ 9,4 bilhões registrados no ano passado, informou hoje o presidente da Associação Mineira de Supermercados, Valdemar Martins do Amaral. "O ano foi de economia estagnada. Tem economista dizendo que foi um ano perdido, então temos certa satisfação com esses números; eles mostram que o empresário mineiro do varejo não teve medo de investir em um ano tão complicado", declarou.

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