Receita Federal em SP também será investigada

O corregedor-geral da Receita Federal, Moacir Leão, anunciou nesta sexta-feira que a investigação de fraudes na Receita será estendida a São Paulo com a criação de uma força-tarefa, como já acontece no Rio. "Ainda em outubro, nós vamos trabalhar em São Paulo. É dose dupla, Rio e São Paulo. Uma boa dose", disse.Leão já desmontara, no início de setembro, um esquema de fraude no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas, no interior paulista, com prejuízo estimado de R$ 100 milhões, em operação conjunta com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Na ocasião, oito pessoas foram presas. Entre os suspeitos havia técnicos da Receita Federal, despachantes, um contador e um advogado de São Paulo.Segundo o corregedor, a quadrilha que atua no Rio tem conexões com o esquema comandado pelo argentino César de la Cruz Arrieta, acusado de lesar o INSS. "O esquema Arrieta migrou aos poucos para Receita na medida em que foi sendo descoberto na Previdência. Quatro grandes empresas do Rio Grande do Sul tiveram indeferidas compensações de R$ 15 milhões em Porto Alegre em 2002 e foram liberadas aqui pela Delegacia de Arrecadação em 2003." Leão disse que um auditor da Receita telefonou dizendo que a pessoa que o ameaçara queria falar com ele. "Resolvi não recebê-lo por motivo de segurança, porque não sei se ele queira falar comigo ou executar a promessa. Comuniquei ao juiz (Lafredo Lisbôa, da 3ª Vara Federal Criminal) o nome do auditor." O juiz Lafredo Lisbôa resolveu manter a prisão temporária apenas de quatro das 27 pessoas suspeitas de integrar o esquema, 15 estavam presas.Lisbôa manteve apenas as prisões do ex-chefe da delegacia de arrecadação Tributária, José Góes Filho, da funcionária da Receita Vera Lúcia da Gama Quintella, do procurador do INSS Anthero Gonçalves Filho (que conseguiu liminar para não ser preso, mas poderá ser detido, se ela cair) e a suposta intermediária Graciete Barbosa da Silva.

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