Receita operacional líquida do setor de serviços cresceu 11% em 2010

Resultado de pesquisa divulgada pelo IBGE indica uma recuperação do setor em relação à crise mundial; em 2009, o avanço havia sido menor, de 6,4% 

Daniela Amorim, da Agência Estado,

26 de setembro de 2012 | 13h09

RIO - O setor de serviços voltou a registrar crescimento de dois dígitos em 2010, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço na receita operacional líquida foi de 11% naquele ano, pouco abaixo do resultado obtido em 2008 (11,4%). Em 2009, em razão da crise econômica mundial, o avanço tinha sido menor, de 6,4%. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2010, divulgada hoje pelo instituto.

Segundo o IBGE, o resultado indica uma recuperação do setor em relação à crise mundial. A receita operacional líquida somou R$ 869,3 bilhões e as empresas do setor geraram R$ 510,4 bilhões de valor adicionado.

Os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foram responsáveis pela maior parcela da receita do setor, uma fatia de R$ 251,1 bilhões, o equivalente a 28,9% do total. Os serviços de informação e comunicação somaram R$ 233,5 bilhões, 26,9% do total, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares totalizaram R$ 220,8 bilhões, ou 25,4% da receita do setor. Os três segmentos responderam, juntos, por 81,2% da receita operacional líquida dos serviços no País.

Entre 2007 e 2010, a receita líquida das empresas de serviços acumulou um crescimento real de 31,6%. Os avanços mais expressivos foram nos segmentos de serviços de manutenção e reparação (63,0%), atividades imobiliárias (59,8%), serviços prestados principalmente às famílias (44,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (44,9%). Quanto à receita bruta, o avanço foi de 31,8% entre 2007 e 2010. O Nordeste registrou a maior alta (36,1%) entre as regiões do País, com destaque para o Piauí, onde a receita bruta dos serviços cresceram 50,2%.

Em 2010, o setor de serviços ocupava 10.622 mil pessoas, que receberam R$ 172,5 bilhões em salários e outras remunerações. O levantamento incluiu informações de 992.808 empresas de serviços. 

Ocupação

A geração de emprego no setor de serviços voltou a ganhar força em 2010, após a crise de 2009. O número de pessoas ocupadas aumentou em 988,483 mil pessoas. No ano anterior, o saldo de novos ocupados foi de 580,324 mil, segundo dados da pesquisa.

"Não podemos dizer que houve geração de vagas, porque nessa pesquisa nós incluímos como ocupados os sócios e donos de empresas", explicou Clícia Oliveira, pesquisadora do IBGE.

Em 31 de dezembro de 2010, o setor de serviços tinha 9.633.303 de ocupados. A maioria trabalhava nos serviços profissionais, administrativos e complementares (3,872 milhões), seguido por transportes (2,076 milhões) e por serviços prestados às famílias (2,031 milhões).

"A dinâmica de empregos no setor de serviços é um pouco diferente do que na indústria, o emprego flutua menos. Desempregar é menos comum em tempos de crise, porque são segmentos intensivos em mão de obra", notou Clícia.

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