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Receita teve em janeiro 2ª maior arrecadação da história

Mesmo sem a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a arrecadação em impostos e contribuições da Receita Federal bateu recorde em janeiro e atingiu R$ 62,596 bilhões. O resultado, divulgado hoje, superou o teto das estimativas de analistas (R$ 52 bilhões a R$ 56,9 bilhões). O valor mostra crescimento real (correção pela inflação) de 20,02% e nominal (preços correntes) de 25,5% em relação a janeiro do ano passado. O resultado é o maior para meses de janeiro e o segundo maior da história, atrás apenas da arrecadação de dezembro de 2007 (R$ 65,986 bilhões). As receitas administradas em janeiro totalizaram R$ 59,404 bilhões e as demais receitas (taxas e contribuições controladas por outros órgãos) somaram R$ 3,192 bilhões. Por razões sazonais, a arrecadação de janeiro apresentou queda real de 5,14% em relação a dezembro de 2007 e nominal de 4,63%. A CPMF foi extinta em janeiro, depois que o Congresso Nacional rejeitou, em dezembro, emenda constitucional apresentada pelo governo para prorrogar a contribuição. O governo, para compensar a perda da arrecadação, aumentou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos no primeiro dia útil de janeiro. Na ocasião, a oposição criticou a decisão com o argumento de que o governo não precisava da CPMF por conta do impacto do crescimento da economia no recolhimento de impostos e contribuições.

ADRIANA FERNANDES E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

26 de fevereiro de 2008 | 16h08

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