André Dusek/Estadão
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Recessão acabou e crescimento está espalhado pela economia, diz Meirelles

Para o ministro da Fazenda, o crescimento de 1% do PIB em 2017 indica que a economia iniciou 2018 em crescimento "sólido", que dá base à expectativa de crescimento de 3% neste ano

Lu Aiko Otta e Eduardo Rodrigues, Broadcast

01 Março 2018 | 16h46

BRASÍLIA - A recessão acabou e o crescimento está espalhado em todos os setores da economia. Foi essa a leitura feita nesta quinta-feira, 1, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. "Este crescimento foi de 1% do PIB, que é importante porque saímos de uma recessão, de uma queda de produto de 3,5% em 2016", avaliou. "Para sair de -3,5% para + 1%, já é avanço grande e mostra que economia está acelerando."

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O resultado de 2017 indica que a economia iniciou 2018 em crescimento "sólido", que dá base à expectativa de crescimento de 3% neste ano, disse o ministro.

"Se olharmos os diversos componentes, indústria, serviços e comércio, vemos tudo crescendo mais ou menos em paralelo", ressaltou. No início do ano, apenas a agricultura mostrava crescimento forte, mas a indústria ainda estava com fraco desempenho. Os números de agora mostram que a atividade se fortaleceu em todos os setores.

O ministro destacou o crescimento do consumo das famílias e observou que o comportamento é semelhante para os investimentos das empresas. "Significa que as empresas e investidores estão com dados sólidos, apostando que Brasil vai crescer em 2018", disse. "Estão investindo visando atender a esse crescimento."

O consumo das famílias foi influenciado por fatores como a Black Friday, uma data que ganha importância no comércio brasileiro, e pela liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Meirelles observou que a Black Friday dificulta a dessazonalização dos dados. 

O crescimento no consumo de bens duráveis mostra uma maior confiança das famílias, observou o ministro. O mesmo estaria influenciando os investimentos das empresas.

Outro dado destacado pelo ministro foi o crescimento da construção civil. "Tinha começado, mas estava moderado, porque a construção civil, em toda a recessão, tinha acumulado estoque grande de imóveis", comentou. "Demandou tempo para que fossem desovados, esgotasse os estoques para fazer lançamentos." O último trimestre mostrou atividade forte no setor. Segundo o secretário de Política Econômica, Fábio Kanczuk, esse era o último segmento que faltava para o crescimento ficar espalhado por toda a economia. 

PIB expressivo. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, disse hoje que embora pareça pequena, a expansão de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 é um crescimento expressivo se for levado em conta que a economia brasileira caiu pro dois anos seguidos. Mansueto conversou com o Broadacast antes de entrar para evento que acontece agora no Insper, em São Paulo.

"O 1% parece um crescimento baixo, mas na verdade não é porque o Brasil saiu de dois anos de uma recessão muito profunda. A gente teve 2015 e 2016  uma queda de PIB em cada um desses anos de 3,5%", disse o secretário, acrescentando que a última vez que isso aconteceu no Brasil foi em 1930 e 1931. Para ele, nem na chamada década perdida, a  de 80,  o Brasil teve dois anos seguidos de queda de PIB.

A avaliação de Mansueto é a de que o Pais saiu de dois anos seguidos de queda de PIB muito forte, cheio de problemas, com recessão e inflação muito alta em 2015. "Em 2017 a gebte cresceu 1%  e estamos entrando em 2018 com uma expectativa de crescimento de 3% a 3,5% e possibilidade de crescer a mesma coisa no próximo ano. É um cenário de recuperação muito bom", disse. 

 

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