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Recessão britânica desanima e Ibovespa recua 1,63%

O prolongamento inesperado da recessão britânica esvaziou o otimismo com a retomada da economia global, dando argumentos para realização de lucros nos mercados de ações, movimento seguido pela bolsa paulista, que confirmou primeira queda semanal em quatro semanas.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

23 de outubro de 2009 | 18h56

Na abertura, o Ibovespa chegou a esboçar descolamento da influência externa negativa, mas sucumbiu à piora conjunta de Wall Street e dos mercados de commodities, e fechou o dia desvalorizado em 1,63 por cento, a 65.058 pontos. A perda semanal foi de 1,7 por cento.

O giro financeiro da sessão foi de 6,02 bilhões de reais.

Logo pela manhã, a notícia de que a economia britânica encolheu 0,4 no terceiro trimestre, ante previsão de avanço de 0,2 por cento, azedou o ânimo do mercado. Já são 6 trimestres seguidos de queda e a mais longa recessão da história.

"O pessoal aproveitou isso para realizar lucro", disse o operador de uma corretora paulista, sob condição de anonimato.

De pouco adiantaram novos resultados corporativos acima das expectativas de grandes corporações globais, como Microsoft, Danone e Amazon.

Em Wall Street, o índice Dow Jones tombou 1,08 por cento, perdendo o patamar de 10 mil pontos que havia reconquistado na véspera.

A bolsa paulista também acusou a pressão da queda de commodities, como petróleo e metais, que atropelaram o movimento positivo das blue chips domésticas.

O papel preferencial da Petrobras terminou o dia valendo menos 1,35 por cento, a 36,50 reais, e o preferencial da Vale murchou 1,7 por cento, a 41 reais.

Ainda, BM&FBovespa acrescentou peso ao Ibovespa, ao cair 3,85 por cento, a 12,25 reais, no dia seguinte ao encontro do presidente da instituição com o ministro da Fazenda Guido Mantega para apresentar propostas à cobrança de IOF dos investidores estrangeiros.

A expectativa de que o governo aceitasse sugestões para amenizar a queda uma possível queda de liquidez na bolsa paulista, que alimentou a alta do Ibovespa na véspera, foi por água abaixo com a negativa inicial de Mantega em voltar atrás.

Individualmente, Cyrela perdeu 3,6 por cento, a 24,30 reais. Na próxima terça-feira será anunciado o preço das ações que a companhia está vendendo em oferta pública.

E a Redecard não conseguiu sensibilizar analistas, mesmo tendo reportado um lucro 18 por cento maior no terceiro trimestre, ante mesmo período de 2008. Sua ação caiu 3,1 por cento, valendo 28,20 reais.

"Apesar do resultado acima do esperado nesse trimestre, continuamos preocupados com o risco regulatório do setor no curto e médio prazo. Desta forma, mantemos a recomendação de neutro para Redecard", disse a Link Corretora, em relatório.

Na outra ponta, a operadora de telefonia Oi, que teve queda de 71,2 por cento no lucro trimestral, foi alvo de comentários positivos de analistas e seu papel preferencial subiu 3,7 por cento, a 34,85 reais.

"Esperamos para 2010 a melhora dos resultados da companhia", comentou a Brascan Corretora, que reiterou recomendação de "outperform" --acima da média do mercado-- para as ações da companhia.

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