Recessão diminui uso de serviços públicos

O uso de serviços públicos caiu 12,9% em dezembro do ano passado na Argentina, em comparação com dezembro de 2000. O consumo de serviços em 2001 foi 1% menor do que no ano anterior. É a primeira vez que se registra uma queda anual do uso de serviços públicos no país desde que o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) começou a medição, em 1993.Nas comparações entre os meses de dezembro de 2001 e de 2000, as maiores retrações foram registradas no transporte de passageiros e de cargas. A queda do transporte de passageiros em trens, ônibus e metrôs reflete a redução do deslocamento de pessoas para ir trabalhar, conseqüência do aumento do desemprego.O maior impacto foi nos trens interurbanos, que transportaram 51% menos de passageiros. Nos metropolitanos, a queda foi de 25,5%. No mesmo nível ficou a redução do movimento nos vôos internacionais (26,7%) e nos domésticos (26,2%).Dentro das cidades, as pessoas também se deslocaram menos de ônibus, que perderam 19% dos passageiros. O metrô foi o menos afetado: 15% de queda.Quem usa as estradas nacionais também viajou menos. Nos pedágios, o número de veículos caiu 11,5%. E, nos acessos a Buenos Aires, o movimento de carros e caminhões diminuiu 15,5%.Outro dado revelado pela pesquisa do Indec foi que os argentinos, mesmo sem risco de apagão, usaram menos energia elétrica (10,5%). E falaram menos pelo telefone. As ligações urbanas diminuíram 5,1% e as interurbanas 12,2%.Os únicos consumos que aumentaram foram os de gás (7,6%), telefone celular (5,7%), ligações internacionais (1,6%) e água (1,4%).O superávit da balança comercial em 2001 foi de US$ 6,343 bilhões. É o maior saldo favorável desde 1991. Porém, o resultado não é um bom sinal da economia.Ele é decorrente de uma diminuição de 20% nas importações. Por causa da retração do consumo interno, elas somaram US$ 20,312 bilhões, quase US$ 5 bilhões menos do que os US$ 25,243 bilhões de 2000. As exportações só cresceram 1% - US$ 26,655 bilhões, ante US$ 26,409 bilhões em 2000.Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.