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Recessão europeia se aprofunda no 1o tri

A economia europeia contraiu-se no primeiro trimestre para o que pode ser o pior patamar da recessão, enquanto as fracas exportações e investimentos na Alemanha e a forte queda na produção em outros países aceleraram o ritmo da retração que já dura um ano.

BRIAN LOVE, REUTERS

15 de maio de 2009 | 09h56

Estimativas oficiais divulgadas nesta sexta-feira mostraram que o primeiro trimestre foi o pior da história da Europa, ainda que mais pesquisas recentes sobre a atividade comercial tenham sugerido que o início de 2009 pode contar com os piores números da primeira recessão global desde a Segunda Guerra.

"Apesar de nós ainda não estarmos perto do pico do desemprego, nós podemos seguramente assumir que o primeiro trimestre foi o pior em termos de ritmo de declínio", disse Martin van Vliet, economista do banco ING.

"Os mais recentes números do PIB devem, entretanto, marcar o fundo do poço da atual Grande Recessão", afirmou Alexander Koch, economista do banco UniCredit.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro retraiu 2,5 por cento ante o último trimestre de 2008, de acordo com a agência de estatísticas Eurostat.

O PIB da Alemanha teve a maior contração trimestral desde a reunificação do país em 1990, afundando 3,8 por cento na mesma base de comparação, muito mais que o previsto, segundo a agência.

Na França, a queda também foi forte, mas menos dramática. A economia do país exibiu retração de 1,2 por cento comparada com o trimestre anterior, mostraram dados oficiais, enquanto a da Itália teve declínio de 2,4 por cento, maior desde 1980.

Economistas previam um desempenho ruim, mas menos dramático, de 2 por cento na zona do euro, após baixa de 1,6 por cento no trimestre anterior e declínios não menos alarmantes nos países do leste europeu, fora da zona do euro.

O PIB da República Tcheca e da Hungria mostraram as maiores baixas desde o início das medições.

COMO OUTRAS REGIÕES, MAS PIOR

O declínio europeu é compartilhado pelo mundo industrializado e até mesmo pela China que, apesar de conhecida pelo rápido desenvolvimento, mostrou no primeiro trimestre o ritmo de crescimento mais lento da história.

O PIB dos Estados Unidos apresentou queda pelo terceiro trimestre seguido pela primeira vez desde a recessão decorrente da crise do petróleo em meados de 1970, segundo dados oficiais divulgados em 29 de abril.

A retração de 6,1 por cento nos EUA, de acordo com o método local de medição, corresponderia a pouco mais de 1,5 por cento seguindo as referências europeias, o que mostra que o primeiro trimestre dos EUA, apesar de ruim, não foi tanto quanto o da Europa.

A Grã-Bretanha --que não pertence à zona do euro, mas depende fortemente do comércio com os vizinhos membros-- teve no primeiro trimestre a maior queda trimestral do PIB desde 1979. A economia contraiu 1,9 por cento ante o trimestre anterior, de acordo com estimativa divulgada em 24 de abril.

Informações mais detalhadas sobre as economias da Alemanha e de muitos outros países europeus, assim como a primeira estimativa do primeiro trimestre para o Japão, devem ser divulgadas em 20 de maio.

Pesquisas feitas com economias sugerem que o PIB japonês deve ter o pior desempenho desde a Segunda Guerra Mundial.

A economia global deve retrair-se em 1,9 por cento em 2009, de acordo com estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), que também prevê queda de 2,8 por cento no PIB dos EUA, de 4,2 por cento na zona do euro, de 6,2 por cento no Japão e de 4,1 por cento na Grã-Bretanha.

Para a economia da China, a projeção é de contração de 6,5 por cento, ante 9 por cento no ano passado.

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