‘Recessão não resolve o fiscal’, diz Marcio Pochmann

“As finanças públicas estão piores que há sete meses. Aumentou a relação da dívida/PIB e há déficits significativos para padrões brasileiros. A piora se deve a dois fatores. O primeiro foi a opção pela recessão. A literatura mostra que não se resolve problema fiscal com recessão: quando se corta gasto de um lado, afeta-se a demanda agregada: ou seja, a economia cresce menos, se arrecada menos e gera desajuste fiscal. O segundo fator é a adoção de medidas contraditórias. De um lado, Fazenda e Planejamento cortam gastos e, de outro, Banco Central gera gastos elevando juros. Pagamento de juros é gasto. A cada ponto porcentual de alta da taxa de juros, o gasto aumenta entre R$ 13 bilhões a R$ 14 bilhões. O País precisa de um plano de investimentos, de longo prazo, de quatro anos, para voltar a crescer. Não pode ficar preso em ajustes de curto prazo.” 

O Estado de S. Paulo

12 Setembro 2015 | 22h00

Marcio Pochmann é presidente da Fundação Perseu Abramo 

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