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Recessão nos EUA chegou ao fim, dizem economistas

De 52 economistas ouvidos pelo WSJ, 38 dizem que país está saindo da crise

, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2009 | 00h00

A recessão nos Estados Unidos iniciada em dezembro de 2007 já terminou, segundo a maioria dos economistas consultados em um levantamento do Wall Street Journal publicado ontem. Na pesquisa, que entrevistou 52 economistas, 27 disseram que a crise já acabou e outros 11 acreditam que chegará ao fim neste mês ou no próximo. Eles também são quase unânimes na aprovação de Ben Bernanke como presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e desejam que ele seja nomeado para mais um mandato. Para os economistas americanos, há 71% de chance de o presidente dos EUA, Barack Obama, pedir que ele continue no posto. O combate à desaceleração da economia definiu boa parte do mandato de Bernanke, que começou no início de 2006 e termina em janeiro de 2010, segundo os economistas. Eles disseram que a forma com que Bernanke lidou com a crise o faz merecer mais quatro anos no comando do Fed. "Ele merece bastante crédito por estabilizar os mercados financeiros", disse Joseph Carson, da AllianceBernstein. "A confiança na recuperação seria prejudicada se ele não fosse renomeado." Muitos dos economistas consultados acreditam que há pouco a se ganhar com uma mudança no comando do Fed, especialmente considerando a tarefa maciça nas mãos do banco central, conforme a economia sai da recessão. "Uma continuidade é crítica conforme emergimos desta crise. Do contrário, podemos cair nela de novo", disse Diane Swonk, economista da Mesirow Financial. "O Bernanke é o melhor indicado para desfazer o que foi feito quando chegar a hora." O Fed tomou medidas sem precedentes para evitar outra Grande Depressão e a estratégia de saída continua sendo uma questão-chave. A taxa básica de juros não deve ser alterada tão cedo. Apenas seis economistas esperam que o Fed eleve este ano o juro - hoje na faixa entre zero e 0,25%. Muitos preveem um aumento em algum momento em 2010, mas mais de um quarto não vê mudança até 2011 ou mais."A estratégia de saída será muito, muito lenta e cautelosa", disse John Silvia, do Wells Fargo. "O Fed vai desmontar o balanço antes de elevar o juro", acrescentou. O balanço do Fed - o valor total dos empréstimos e títulos que possui - mais que dobrou durante a crise, para mais de US$ 2 trilhões, em meio à expansão das linhas de crédito, na tentativa de descongelar os mercados de crédito. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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