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Recessão nos EUA deve durar de 2 a 3 anos, diz prêmio Nobel

Michael Spence, vencedor do prêmio em 2001, ressaltou, porém, que ninguém conhece a profundidade da crise

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

20 de novembro de 2008 | 14h10

A recessão nos Estados Unidos e na Europa deve durar de dois a três anos, afirmou nesta quinta-feira, 20, um dos três ganhadores do prêmio Nobel de Economia em 2001, Michael Spence. Ele ressaltou, porém, que ninguém sabe quão profunda e quão longa será essa crise. O que acontece nos países desenvolvidos é determinante para o mundo e o mundo "se sente como em recessão", mas uma desaceleração do crescimento de países como China e Índia de 9% para entre 4% e 6% ao ano não é uma recessão, disse Spence.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Ele declarou-se otimista com o Brasil, apesar de achar que alguns negócios podem ter perdas e lembrar que as commodities saíram do pico de preço. O economista apontou para o risco de "erros tolos de política econômica" na resposta à crise financeira virem a prejudicar o País, mas não explicitou que erros seriam esses. Segundo Spence, a saída de recursos do País e a alta do dólar não são "um grande problema". Ele também disse pensar que os países em desenvolvimento não podem se prevenir totalmente da deflação de ativos, que "vem de forças muito poderosas dos países desenvolvidos". Entende ser possível, porém, contar com um "remédio" do FMI, do Banco Mundial e da transferência de recursos entre bancos centrais, o chamado swap, para criar um fluxo de capital para países em desenvolvimento. Spence defendeu que o governo dos Estados Unidos refinancie os imóveis hipotecados de maneira a que os mutuários possam pagar e continuem com suas casas. Ele argumenta que a devolução das moradias para os financiadores não interessa a ninguém, nem aos detentores das hipotecas, porque "destrói" o preço dos imóveis e acentua a crise. A questão está na origem de toda a crise financeira. Spence participa de evento da Associação de Economia da América Latina e Caribe (Lacea), promovido no Brasil pela Fundação Getúlio Vargas e que está sendo realizado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

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