Reclamação contra combustíveis cresce 50% em janeiro

Levantamento do Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo (Sincopetro), regional de Sorocaba, divulgado na segunda-feira, 13, apontou crescimento de mais de 50% nas reclamações contra a qualidade de combustíveis durante o mês de janeiro, em relação ao mesmo período de 2006 e aos demais meses do ano.De acordo com a presidente da entidade, Ivanilde Vieira, o significativo aumento das queixas do consumidor se deve a "uma verdadeira enxurrada de combustíveis de má qualidade" que entrou no mercado às vésperas da vigência, na primeira semana de janeiro, do sistema de controle eletrônico de distribuição de combustíveis, adotado pela Secretaria da Fazenda do Estado da Fazenda.Mesmo com aumentos da ordem de 20% nos preços, naquele período, produtos adulterados chegaram ao mercado e determinaram o alto índice das reclamações. "A quase totalidade dos clientes abasteceu levando em consideração o preço mais atrativo do produto, principalmente, do álcool, onde houve maior número de pessoas relatando problemas", explicou.Embora o levantamento tenha sido feito na região de Sorocaba, o fenômeno também ocorreu nas outras regiões do Estado, segundo ela. Um indicativo de adulteração do combustível, alerta, é o preço. "Os custos de um posto não suportam margem menor do que R$ 0,20; o consumidor deve se precaver quando o preço é muito baixo".O que mais assusta, diz a sindicalista, é que o governo e as autoridades não se movimentam no sentido de averiguar a situação e combater a adulteração de combustíveis. "O consumidor sai lesado duas vezes, porque tem seu bem (o carro) prejudicado, depois porque os tributos que decorrem desse combustível jamais chegarão aos cofres públicos e, por conseqüência, como benefício à coletividade."Segundo Ivanilde, o Sincopetro está formalizando novas denúncias junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e à Secretaria da Fazenda como forma de intensificar o trabalho de combate à adulteração.

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