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Recomendações para quem vai investir o 13º

Quem está com as contas em dia e pretende usar os recursos do 13º salário para iniciar uma poupança deve estar atento ao momento de cautela em relação ao cenário econômico. Passado o período eleitoral, as incertezas em relação à transição presidencial ficaram menores, mas os mercados ainda aguardam os primeiros passos do próximo governo. Portanto, o momento é de cautela em relação aos investimentos.Para os recursos de curto prazo, a principal recomendação dos analistas é a postura conservadora. Aplicações com taxas de juros pós-fixadas continuam entre as opções com esse perfil. Exemplo disso são os fundos referenciados DI e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pós-fixados. Diversificação em fundos IGP-MPara quem já tem dinheiro investido e quer usar o 13º salário para a diversificação dos investimentos, os fundos indexados aos índices de inflação são boas opções nesse momento, já que garantem a reserva de valor dos recursos investidos em um momento de alta para a inflação. Porém, analistas têm destacado que apenas quem possui disponibilidade de tempo para ficar com o dinheiro alocado nessas carteiras deve fazer essa opção.Os fundos IGP-M são formados, em grande parte, por títulos do governo corrigidos pela variação de um índice de inflação. Na negociação desses papéis, há um cupom (taxa de juros), que funciona como um desconto sobre o valor de face do título. Quando esses papéis estão valorizados - ou seja, quando a perspectiva para a inflação é de alta - esse cupom é menor. Na situação inversa, quando a projeção para os índices de inflação é de queda, o cupom aumenta.O fato é que no vencimento desses títulos, o valor de face do papel será efetivamente pago, mas até lá o seu valor será dado pelas condições de mercado, influenciando as cotas dos fundos diariamente, devido à marcação a mercado. Porém, como são títulos de prazo mais longo, uma mudança nas perspectivas para a inflação provocam oscilações fortes sobre o cupom, o que gera uma variação também forte para a oscilação da cota.Isso significa que, em uma situação como essa, se investidor decidir sacar seus recursos, os seus ganhos serão determinados pelas condições do mercado naquele momento em relação ao período em que foi feita a aposta nessas carteiras. Se a oscilação é forte, o ganho ou a perda também será significativa. Veja mais informações sobre esses fundos nos links abaixo.Bolsa exige tempo e tolerância maior ao riscoInvestimento em ações exige disponibilidade de tempo e tolerância ao risco. As perspectivas para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) são boas, mas não há nenhuma certeza de quando as ações começarão a se recuperar. Segundo analistas, para que isso aconteça é preciso que as taxas de juros voltem a cair e a economia retome a rota de crescimento. Isso significa que não é possível prever quando o ganho com as ações será dado conforme o esperado. Vale destacar que os investidores que não possuem conhecimento suficiente para montar uma carteira de papéis de empresas podem optar por fundos de ações. Nessa aplicação, a escolha dos papéis fica por conta do gestor. O investidor tem a possibilidade de optar pelo perfil da carteira, como um fundo Ibovespa ou um fundo setorial, mas a composição do fundo é determinada pelo gestor, que cobra uma taxa de administração por esse trabalho. Veja mais informações sobre o investimento em ações nos links abaixo.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 08h52

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