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Recorde de pessimismo dos executivos brasileiros

A crise econômica tornou os executivos brasileiros os mais pessimistas do mundo, segundo o Panorama Global, pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com a Duke University e a CFO Magazine. Numa escala de zero a 100, o otimismo dos CFOs (Chief Financial Officers) foi de 35,7 pontos no primeiro trimestre, caindo 4,9 pontos em relação à pesquisa anterior.

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2015 | 02h08

Ouvidos mil executivos em todo o mundo, dos quais 32 brasileiros, a discrepância de visões é enorme. Na Ásia predomina o otimismo (63,1 pontos), bem como nos Estados Unidos (62,9 pontos) e na Europa (60,4 pontos), bem acima da média entre os brasileiros. O Brasil está abaixo da América Latina (média de 57,4 pontos) e da África (44,4 pontos).

A insegurança quanto à preservação de empregos permanentes no País aumentou. No último trimestre de 2014, os executivos projetavam redução de 0,8% dos postos de trabalho em sua área neste ano: agora, projetam 6,6%.

A percepção negativa do mercado de trabalho está ligada à queda de investimentos, de 8,3% no primeiro trimestre.

Os números indicam que "a retração tende a ser pior que a projetada", diz Gledson de Carvalho, da FGV. Alguns sobrevivem trabalhando por conta própria em áreas fora de sua especialidade. Prevê-se queda de 7,2% no emprego em pesquisa e desenvolvimento, essencial para a inovação, e de 7,4% em publicidade e marketing, por causa da desaceleração das vendas.

Muitos jovens com boa formação já planejam trabalhar fora do País. Esse é o sinal mais claro de que a crise pode levar à evasão de pessoal qualificado. Se isso ocorrer, o País terá desperdiçado o esforço para elevar o padrão técnico-gerencial por meio de cursos de capacitação e do envio de universitários para estudar no exterior.

É relevante, porém, o número de empresas que, atentas à nova realidade, optaram por manter os quadros técnicos mesmo sem utilizá-los plenamente, preservando-os para atender às necessidades no futuro, quando estiverem recriadas as condições para a recuperação econômica.

Não deixa de ser irônico o fato de o Brasil, que durante um longo período sofreu com a falta de mão de obra altamente especializada, encontrar-se em situação diametralmente oposta, podendo tornar-se, dadas as circunstâncias, exportador de quadros qualificados.

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