Rodrigo Carvalheiro|Estadão
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'Recuo do peso não mudaria minha vida'

Pablo Hermida apoia fim de controle no câmbio

Rodrigo Carvalheiro/CORRESPONDENTE EM BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2015 | 21h17

Pablo Hermida tem 31 anos e 13 preocupações: os cachorros com os que passeia no bairro turístico da Recoleta. A economia mesmo não tira seu sono, pelo contrário. Embora não ganhe em dólar, acha que será beneficiado pelo plano do presidente eleito, Mauricio Macri, de retirar o controle sobre a moeda estrangeira, com a provável desvalorização do peso.

"Eu ganho em peso, mas pelo lugar em que eu trabalho, acho que meus clientes se fortaleceriam economicamente, pois trabalham com dólar e tendem a ampliar seu poder de compra. Não vão deixar de mandar o cachorro para o passeio, talvez até ganhe mais interessados", avalia Hermida. O controle sobre o câmbio, vigente desde 2011, levou a um mercado paralelo em que o dólar é vendido a 15 pesos - no oficial, está em 9,60. A restrição está ligada ao baixo nível de reservas do Banco Central, hoje em US$ 25,8 bilhões.

Hermida vive do trabalho com cachorros há 13 anos, mas deixou de adestrá-los para caminhar com eles porque assim tem uma renda mais estável. Em um dia normal, trabalha de 8h às 13h30 e de 16h às 18h. Junta cerca de 9 mil pesos por mes, cobrando 10 pesos por hora/cão. Na opinião dele, o governo anterior se ocupou de muitas coisas que não eram sua atribuição. "Não digo que seja meu desejo uma desvalorização, mas não modificaria muito minha situação, meu nível de vida."

Nos dias mais movimentados, Hermida chega à quota de 13 cães. Sustenta cinco coleiras na mão esquerda e seis na direita. Quando em movimento, o grupo ocupa a largura das amplas calçadas do bairo e obriga os pedestres a se espremer contra os prédios ou saltar brevemente para a rua. "Cada um deles tem uma personalidade diferent. Saio sempre com o mesmo grupo, sei quais têm de ficar mais longe para não ter briga." Ele votou em Macri.

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