Recuperação brasileira ganha força em 2004 e 2005, aponta OCDE

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em seu estudo Perspectiva Econômica divulgado hoje, prevê que a economia brasileira crescerá 0,5% neste ano, 3% em 2004 e 3,5% em 2005. Segundo o organismo, diante da atual conjuntura de estabilidade fiscal, relaxamento monetário e crescimento das exportações, a recuperação da atividade econômica no País deverá começar neste último trimestre de 2003 e ganhará corpo ao longo de 2004 e 2005. Mas, segundo o relatório, há também riscos para a recuperação brasileira. O principal deles está associado às dificuldades políticas que atrasariam as reformas, afetando a confiança e ameaçando a sustentabilidade da dívida pública. O estudo da OCDE também revela que, após um período de incertezas, a economia mundial está apresentado uma "recuperação palpável", com a melhora das condições dos mercados financeiros e com a retomada dos investimentos das empresas. "O forte crescimento já atingido na Ásia, América do Norte e Reino Unido oferece ampla evidência do renovado vigor da economia mundial", disse o economista-chefe da instituição, Jean-Philippe Cotis. Segundo ele, essa melhora da economia mundial está sendo causada por um série de fatores, entre eles a estabilidade nos preços do petróleo e o fortalecimento da confiança. A OCDE alertou que a sua previsão otimista para a economia global não está livre de vulnerabilidades. Na Europa, os problemas financeiros das empresas ainda são relevantes e vão continuar a inibir o investimento. Em vários países, entre eles os Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, os consumidores continuam muito endividados e poderão sofrer fortes perdas, principalmente com o setor imobiliário, caso as taxas de juros subam abruptamente.América do SulA OCDE afirma que a recuperação econômica na América do Sul, iniciada no segundo semestre de 2002, está se ampliando devido ao aumento das exportações, melhora nas condições do comércio para as commodities e consideráveis ajustes fiscais e em conta corrente em vários países da região. Após enfrentar uma recessão no primeiro semestre de 2003, o crescimento no Brasil está finalmente se acelerando. A economia argentina também está se recuperando e o PIB chileno está se expandindo. Em contrapartida, "a Venezuela continua sendo um ponto escuro na região".

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