Recuperação da economia é tarefa urgente, diz Obama

De olho nas eleições legislativas, ele usou parte do discurso sobre a retirada de tropas do Iraque para falar do combate ao desemprego

Denise Chrispim Marin CORRESPONDENTE / WASHINGTON - O Estado de S.Paulo

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A poucos dias da divulgação de mais uma elevada taxa mensal de desemprego, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou ontem que a recuperação da economia americana é "a tarefa mais urgente" de seu governo e será "a responsabilidade central" de seu mandato.

De olho nas eleições legislativas de 2 de novembro, Obama reservou a esse capítulo sensível ao eleitorado parte do pronunciamento sobre a retirada das tropas americanas do Iraque, transmitido ao vivo na noite passada do Salão Oval da Casa Branca. Ao propor que o país "vire a página", o presidente americano enfatizou que os gastos com as guerras superaram US$ 1 trilhão e geraram déficit público recorde, de mais de US$ 13 trilhões.

No mercado, a expectativa é que depois do feriado do Dia do Trabalho, em 6 de setembro, o governo americano seja atropelado por uma desconcertante taxa de desemprego em agosto. Assim como em junho, julho apresentou 9,5%, o que equivale a 14,6 milhões de americanos.

Nesta semana, Obama terá uma agenda concentrada na área externa, especialmente amanhã, na tentativa de lançar negociações diretas de paz entre Israel e a Autoridade Palestina. Ciente disso, a Casa Branca não quis mostrar-se alheia ao que mais preocupa o eleitor.

"Nossa tarefa mais urgente é recuperar nossa economia e colocar milhões de americanos de volta ao trabalho. Para fortalecer nossa classe média, temos de dar às crianças a educação que elas merecem e aos nossos trabalhadores as ferramentas que eles precisam para competir na economia global", afirmou Obama.

"Temos que dar um salto nas indústrias que geram emprego e acabar com nossa dependência da importação de petróleo. Temos de desencadear a inovação, que permite novos produtos nas linhas de produção. (?) Isso será difícil. Mas, nos dias que virão, deve ser nossa missão central como um povo e minha responsabilidade como presidente."

Na tarde de ontem, colaboradores de Obama indicavam interesse em inserir no discurso o tema desemprego. "A Nação que ele (Obama) realmente quer reconstruir é a Nação na qual ele vive, os Estados Unidos da América", adiantou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

No curto prazo, o desafio de Obama será enfrentar a resistência do Partido Republicano e obter no Senado a aprovação de dedução fiscal para pequenas e médias empresas, que deve equivaler a um incentivo fiscal de US$ 55 bilhões em 14 meses.

Menos

O porta-voz Robert Gibbs afirmou na segunda-feira que o país não deve esperar que o governo baixe um pacote como o do ano passado, de US$ 814 bilhões.

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