Recuperação da hotelaria só virá em 2005, diz consultor

A inauguração de novos empreendimentos, a crise econômica e a concorrência com os flats devem empurrar para 2005 a recuperação do mercado paulistano de hotelaria cinco estrelas. Até lá, a tendência é que as taxas de ocupação caiam ainda mais em 2003, invertendo a curva a partir de 2004. No ano passado, a taxa média de ocupação do segmento, em São Paulo, foi de 52%. Neste ano, o índice ficará em 46%, caindo para 40% em 2003. No ano seguinte, a taxa poderá subir para 45% e, em 2005, para 55%. A avaliação é do presidente da BSH International, José Ernesto Marino Neto. A empresa é especializada em consultoria para o setor hoteleiro. "Em 2005, a hotelaria poderá retornar aos patamares normais de São Paulo", avaliou. Segundo Marino Neto, a baixa demanda não reflete apenas a superoferta de unidades hoteleiras na cidade. "É um problema mais complexo", disse.Para o executivo, o que está acontecendo é uma renovação e reestruturação do mercado paulistano. Ele lembrou que, em 2007, as redes hoteleiras estrangeiras responderão por cerca de 30 mil apartamentos na cidade. Ao mesmo tempo, 5 mil unidades devem sair do mercado, vindo de hotéis e flats cujo uso será alterado. "Não vamos chegar à crise que se pintou", observou.Leia mais sobre o setor de Construção Civil no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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