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Recuperação do Brasil surpreende, diz Financial Times

Em editorial publicado hoje, o Financial Times afirma que após a crise financeira no ano passado, nem mesmo o otimista mais ingênuo poderia prever que o Brasil retornaria aos mercados de capitais internacionais tão rapidamente e com tamanho êxito. Mas a euforia deveria não cegar o establishment político brasileiro da necessidade das reformas de longo alcançe no sistema previdenciário e nos tributos.O diário britânico afirma que é necessário cautela diante do sucesso da emissão de US$ 1 bilhão em títulos soberanos na semana passada pois os entusiasmo dos investidores é parcialmente inspirado pela pobre perspectiva dos principais mercados mundiais. Em termos relativos, os yields brasileiros são atrativos e oferecem um prêmio de cerca de dois pontos percentuais acima dos ativos de mercados emergentes da mesma categoria. Além disso, segundo o FT, a valorização do real "poderia deprimir o crescimento nas exportações, suspendendo a atual melhora na conta corrente que tem reduzido a vulnerabilidade externa". No entanto, o jornal observa que a recuperação nos mercados está criando a possibilidade real de um ciclo econômico virtuoso. A valorização cambial e as taxas de juros mais baixas irão ajudar a reduzir a carga da dívida do País e as pressões inflacionárias estão sendo afastadas. Isso cria o potencial para a queda dos juros que, por sua vez, deveria aumentar o crescimento econômico além das atuais expectativas de cerca de 2% para 2003.O FT afirma que diante desse quadro, o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionar pelas reformas é positivo. "O grande risco agora é que as reformas poderiam ser comprimidas no Congresso porque sindicatos e outros grupos irão certamente procurar diluir o pacote", disse o jornal. "É importante que Lula e seu governo mantenham sua rota e que os parlamentares atuem com responsabilidade". Segundo o diário financeiro, "para que o Brasil cresça com maior rapidez, numa base sustentável, e possa gerar recursos suficientes para lidar com os probemas sociais, a mudança nessas áreas é vital."

Agencia Estado,

06 de maio de 2003 | 08h21

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