Recuperação do comércio internacional surpreende

A recuperação do comércio internacional será mais forte do que previsto em 2010. Dados divulgados ontem pela Organização Mundial do Comércio (OMC)em seu relatório anual indicam que a expansão das exportações deve atingir no mínimo 10%. Os países emergentes registraram uma alta ainda maior, de 11%. Já os países ricos, ainda patinando, terão um crescimento de seu comércio de apenas 7%.

, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2010 | 00h00

Em 2009, o fluxo de bens pelo mundo despencou em 12,2%, a maior queda em 70 anos e bem mais grave do que o próprio diretor da OMC, Pascal Lamy, previa no início da crise. Agora, é ele mesmo quem alerta que a retomada será bem acima de suas previsões iniciais de 9%. "Do jeito que as coisas caminham na economia global, esses números acabaram sendo pequenos demais", afirmou Lamy, prometendo uma revisão da previsão já para setembro.

Segundo a OMC, a China está consolidada como a maior exportadora do mundo, com 9,6% do mercado mundial e vendas de US$ 1,2 trilhão em 2009, superando Alemanha e Estados Unidos. Mas Lamy apela para que Pequim também incremente suas importações. "Não podemos esperar que, com a crise superada, todos vão voltar a exportar. Na realidade, até podem sim voltar a exportar. Mas, para isso, um número maior de países terá de importar mais", disse Lamy ontem em Xangai aos chineses.

A China é acusada de estar contribuindo para o desequilíbrio do mercado internacional ao insistir em exportações e manter seu mercado relativamente fechado.

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