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Fabrizio Gueratto: como o investidor pode recuperar suas perdas no IRB Brasil

Recuperação do emprego é dúvida para analistas

A abertura de postos de trabalho com carteira assinada no País deve voltar a perder fôlego e até cair nos próximos meses, porém com menor intensidade do que no último trimestre de 2008, segundo previsão de economistas. "Com a continuidade da desaceleração, principalmente em investimentos e exportações, vamos ver o aumento do desemprego passar da classe média para as classes mais baixas também", afirma Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

Agencia Estado

19 de março de 2009 | 09h03

Segundo ele, mesmo que vejamos números positivos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal, dos próximos meses, o que considera provável, eles deverão ser baixos e nada que indique que o mercado de trabalho tenha saído da crise. "Melhora efetiva só em 2010, e tudo dando certo lá fora e aqui dentro", diz Vale.

"O resultado de fevereiro foi muito ruim. Até agora, não ocorreram fatos para comemorar, o que não significa que não venham a ocorrer no futuro", afirma Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para ele, isso fica claro quando se comparam os 9,2 mil empregos formais que foram criados no mês passado com os resultados de iguais períodos dos últimos três anos, em que o saldo positivo nos meses de fevereiro variou de 150 mil a 205 mil novos postos de trabalho. "Que grande recuperação, né??, ironizou. Ele lembra que o aumento do emprego formal em fevereiro só foi obtido graças às vagas criadas pelo setor de serviços. Como se sabe, os salários nos serviços são bem inferiores aos de outros setores de atividade, como a indústria.

Francini pondera que a tendência é de que não se repita nos próximos quatro meses uma perda de postos semelhante à ocorrida desde novembro do ano passado. Nesse período foram fechadas mais 788 mil vagas. "Acho que a parte mais inclinada da descida nós já percorremos. Agora vamos percorrer uma parte da descida que é menos inclinada. Aliás, o que o é fundamental para se chegar na estabilidade e começar a crescer de novo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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