Recuperação em NY não evita 5ª queda seguida na Bovespa

A melhora das bolsas norte-americanas durante a tarde de ontem levou a Bovespa a desacelerar a velocidade de queda, mas não o suficiente para fechar em alta.

Cenário: Sueli Campo, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2010 | 00h00

O Ibovespa recuou 0,54%, aos 64.803,43 pontos, carimbando o quinto dia consecutivo no vermelho. Há quase um mês a Bovespa não encerrava um

pregão abaixo da marca dos 65 mil pontos. A última vez que isso ocorreu foi no dia 21 de julho, quando fechou em 64.476,00 pontos. O volume financeiro cresceu um pouquinho em relação aos últimos dias, para R$ 5,473 bilhões.

As bolsas em Nova York migraram para o positivo estimuladas pela caça às pechinchas, deixando para trás uma sequência de quatro pregões de baixa. Os investidores voltaram às compras para aproveitar os preços atraentes dos papéis, tentando absorver mais um dia de más notícias no setor imobiliário. O índice Dow Jones subiu 0,20%, o S&P 500 avançou 0,33% e o Nasdaq teve alta de 0,84%. As vendas de novos imóveis registraram queda aguda, de 12,4% em julho, para 276 mil unidades, o pior resultado desde 1963, contrariando expectativa dos economistas de alta de 0,9%. A virada em Wall Street tirou os títulos do Tesouro norte-americano do foco e os preços dos papéis passaram a cair, com correspondente alta dos juros.

Aqui, o mercado de juros futuros ignorou os dados ruins nos EUA e partiu para uma realização firme de lucros, que puxou as taxas para cima. O contrato que vence em janeiro de 2012 subiu de 11,15% para 11,31%, na máxima do dia.

O dólar encerrou quase estável, a R$ 1,766 no balcão (+0,06%).

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