Recuperação global preocupa, mas Ibovespa fecha estável

A Bovespa encerrou os negócios desta quinta-feira praticamente estável, apesar dos fracos dados de atividade na China, Estados Unidos e zona do euro terem voltado a lançar dúvidas sobre o ritmo de recuperação da economia global.

DANIELLE ASSALVE, Reuters

20 de setembro de 2012 | 18h05

Analistas de mercado, no entanto, avaliaram que a tendência para os mercados continua a ser mais favorável, depois de fortes estímulos anunciados em países como Estados Unidos e China.

"Os investidores estão só esperando uma desculpa macro um pouco mais forte para continuar o rali recente", afirmou Guido Chagas, sócio na Humaitá Investimentos, citando como exemplo de evento potencialmente positivo um pedido da Espanha por um resgate europeu.

"Uma notícia assim seria suficiente para fazer a bolsa voltar a andar um pouco. Mas enquanto isso não acontecer, vamos ver alguma volatilidade no curto prazo", acrescentou.

Nesta sessão, o Ibovespa oscilou entre queda de 1,12 por cento e alta de 0,42 por cento no intradia, mas fechou o pregão com variação positiva de 0,06 por cento, a 61.687 pontos.

O giro financeiro da bolsa foi de 7,17 bilhões de reais, bem próximo da média diária de 2012, mas abaixo do volume de mais de 10 bilhões de reais registrado em pregões que seguiram o anúncio da nova rodada de estímulos nos EUA na semana passada.

Pela manhã, o mercado repercutiu negativamente uma série de dados fracos de manufatura da China, zona do euro e EUA. Mas a recuperação das ações da Petrobras à tarde ajudou o índice a migrar para o campo positivo, com a preferencial da estatal subindo 1,15 por cento, a 22,93 reais.

Nesta tarde, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, afirmou que a produção no pré-sal deve chegar a 250 mil barris por dia até o fim deste ano, contra os atuais 192 mil barris/dia.

Já as ações ordinárias da OGX e as preferenciais da Vale pesaram no Ibovespa, com queda de 2,89 e 0,71 por cento, respectivamente.

Liderando as perdas do índice, destaque para Marfrig, que caiu 6,77 por cento, pressionada por rumores de que a empresa estaria planejando oferta de ações. A assessoria de imprensa da Marfrig negou os rumores.

Ainda no setor de carnes, a JBS ficou entre as principais altas do índice, com alta de 3,13 por cento. A maior processadora de carnes do mundo está perto de concluir a compra de ativos do frigorífico Independência, disseram à Reuters fontes familiares com a negociação.

Em Wall Street, os índices fecharam com sinais mistos, com o Dow Jones subindo 0,14 por cento e o S&P 500 registrando leve queda de 0,05 por cento. Mais cedo, o principal índice europeu de ações fechou em queda de 0,13 por cento.

(Por Danielle Assalve)

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