Filipe Araujo/Estadão
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Recuperação na indústria freia desemprego no País, diz economista

Aumento nas exportações, substituição de produtos importados por nacionais e por itens mais baratos impactaram positivamente

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2017 | 13h25

A estabilização na taxa de desocupação na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) ocorreu basicamente pela recuperação da indústria, segundo o economista Fabio Silveira, sócio e diretor da MacroSector. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 28, mostram quem a taxa de desocupação ficou em 13,6% no trimestre encerrado em abril, ante de 13,7% no período encerrado em março. Já os dados do Ministério do Trabalho, divulgados este mês, apontam uma estabilidade no saldo de empregos em 2017.

"A taxa de desocupação e numero de desocupados só não são maiores porque indústria de certa forma começa a reagir em alguns setores, em função do aumento da exportação, da substituição de produtos importados e da substituição por bens mais baratos para atender mercado mais empobrecido", disse Silveira. "Mas ajuste continuará, com cortes nos segmentos de serviços e varejo", completou.

Segundo Silveira, a recuperação da economia é tímida, só deve se consolidar em 2018 e depende dos efeitos da crise política sobre a economia. 

"As incertezas política e econômica ainda freiam crédito e investimentos", afirmou. Para o economista, o processo de recuperação passa, necessariamente, pela a aprovação das reformas e pela troca no comando do País.

"O presidente (Michel Temer) não pode insistir em ficar no comando do País, porque não tem capacidade mais de conduzir reformas. É importante ter o desfecho com a substituição dela por conjunto de forças que garanta a entrada em 2018 com um grau de turbulência menor e não aborte essa tentativa de retomada", concluiu.

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