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Recuperação pode ocorrer só em 2010, diz Bernanke

Enquanto o presidente Barack Obama se preparava para apresentar ao Congresso os seus planos para recuperar a economia, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, tentava ser, ao mesmo tempo, realista e esperançoso sobre a situação do país. Ele disse ao Comitê de Bancos do Senado que o Fed estava fazendo todo o possível para reabrir os mercados de crédito e aliviar a crise financeira. Mas, segundo ele, uma recuperação completa ainda vai levar meses, talvez anos."Se as medidas tomadas pela administração, pelo Congresso e pelo Fed obtiverem sucesso na restauração de alguma forma de estabilidade financeira - e, na minha opinião, somente nesse caso - temos uma perspectiva razoável de ver a recessão se encerrar em 2009, o que faria de 2010 um ano de recuperação", disse ele.Os investidores pareceram interpretar parte dos comentários de Bernanke como esperançosos. Os preços das ações subiram quando ele negou a hipótese de estatização de bancos. "Não precisamos ter propriedade dos bancos para trabalhar com eles", disse.Para Bernanke, as agências federais têm poder de supervisão suficiente para devolver a boa saúde aos bancos. O controle mais formal, disse ele, acabaria "destruindo o valor da marca", desnecessariamente. Mesmo assim, ele invocou várias vezes a necessidade de sintetizar a supervisão sobre as instituições financeiras, hoje feita por um amplo combinado de agências federais, sem nunca conseguir estabelecer um quadro completo da situação.O presidente do Fed disse, ainda, que a economia estava sofrendo de "contração aguda" e a situação poderia piorar além das últimas previsões. Ele insistiu que fossem apoiadas as principais medidas para combater a crise. "As medidas tomadas pelo Fed, por outras entidades do governo americano e por governos estrangeiros ajudaram a restaurar certo grau de estabilidade em alguns mercados" , disse Bernanke. "Ainda assim, significativos problemas persistem em muitos mercados."

Catherine Rampell e Jack Healy, O Estadao de S.Paulo

25 de fevereiro de 2009 | 00h00

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