Recuperada, indústria do luxo fatura US$ 5 bi por ano

Alguns levantamentos mostram que cerca de 500 mil argentinos (do total de 37 milhões de habitantes do país) integram o mundo do luxo. Durante a crise, metade desse grupo foi sensível às turbulências econômicas. Com a recuperação, a partir de 2003, o consumo do luxo voltou a crescer, especialmente a partir de 2005. Em 2007, a compra de produtos e serviços de luxo consolidou-se. Além do público interno, a venda de luxo para atender ao turista ávido por marcas de prestígio é intensa. O consumo do luxo proporciona um faturamento de US$ 5 bilhões por ano na Argentina. A expansão do segmento no país foi de 38% entre 2002 e 2005. Em 2006, chegou a 9%. Em 2007, o crescimento também foi de 9%. A previsão dos especialistas é de que até 2010 o aumento se estabilizará em 6% a cada ano. Um dos principais sinais do crescimento acelerado foi o aumento da demanda por imóveis de alta categoria, especialmente no bairro de Puerto Madero, onde o preço do metro quadrado passou, nos últimos três anos, de US$ 2 mil para US$ 4 mil. Há poucos dias, a exclusiva rede de hotéis de luxo Jumeirah, dos Emirados Árabes, anunciou que abrirá em Puerto Madero seu primeiro hotel na América do Sul, que implicará investimentos de US$ 200 milhões. De acordo com a socióloga Susana Saulquin, enquanto nos anos 90, quando o país vivia sob a conversibilidade econômica (que estabelecia a paridade um a um entre peso e dólar), "o luxo era hiperostensivo; atualmente, os argentinos estão se voltando ao luxo mais refinado".

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