Recursos do BNDES para elétricas depende de governança

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) exigirá boas práticas de governança corporativa das companhias que pretendem ter acesso ao Programa de Capitalização das Empresas Distribuidoras de Energia Elétrica, segundo o chefe do Departamento de Energia Elétrica da Área de Infra-estrutura do banco, Nélson Fontes Siffert Filho. Ele afirmou que o banco pedirá que as empresas se comprometam a atender regras de governança em um determinado prazo. Siffert informou que " quatro ou cinco empresas" já estão negociando com o BNDES o acesso ao programa. Segundo ele, o BNDES poderá inclusive pedir a adesão das distribuidoras aos selos de governança corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ele acrescentou que as exigências ainda estão em estudo. Siffert destacou que o BNDES analisará caso a caso a liberação de recursos do programa para as distribuidoras. Ele acrescentou que o BNDES acredita que, com o novo modelo do setor elétrico, as empresas deverão ter uma valorização e que o banco poderá obter lucro com as vendas das debêntures. Mais condiçõesOutra exigência do BNDES para a liberação de recursos é que as empresas não estejam inadimplentes junto à instituição. Essa condição elimina, de antemão, a possibilidade de a AES Eletropaulo tentar obter os R$ 3 bilhões que serão destinados pelo BNDES para a capitalização das empresas deste segmento, segundo Siffert. A restrição não está limitada às distribuidoras, estendendo-se também aos grupos aos quais elas pertencem, explicou Siffert. O BNDES calcula que o endividamento de curto prazo (com prazo de vencimento inferior a 1 ano) das empresas distribuidoras totalize R$ 8 bilhões. O cálculo foi realizado com base em informações obtidas junto a 26 distribuidoras, que juntas representam 86% das receitas do segmento.

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