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Recursos externos ficam mais caros para a Petrobrás

Para fazer a captação nos mercados em dólar, em euro e libra , a estatal precisou pagar um prêmio mais alto neste ano, em relação ao ano passado

Cynthia Decloedt e Sabrina Valle, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2014 | 02h06

A Petrobrás precisou pagar um prêmio mais alto neste ano, em relação ao ano passado, para fazer a captação nos mercados em dólar, em euro e libra. Foram emitidos títulos com prazo de vencimento de três, seis, dez e 30 anos. Todas as seis séries saíram com um prêmio 10 pontos-base abaixo do oferecido no começo do dia.

Mesmo com o desconto, a Petrobrás pagou mais caro. Somente em prêmio de risco, que corresponde à percepção do investidor em relação à empresa, a estatal pagou 0,9% a mais que em 2013 nos bônus emitidos ao prazo de dez anos e 0,95% acima dos bônus com vencimento em 30 anos. "Em valor presente, isso significa que a companhia poderia ter captado US$ 120 milhões a mais para 30 anos se tivesse conseguido manter os mesmos níveis de prêmio do ano passado", destacou uma fonte.

Da emissão de US$ 8,5 bilhões feita ontem, a Petrobrás deverá pagar cerca de 1,9% a mais ao ano em juros sobre o montante de US$ 2,5 bilhões captados ao prazo de 10 anos em comparação aos custos ("Treasury", título do tesouro americano, mais o prêmio) da emissão realizada em maio do ano passado, de acordo com o cálculo de um operador do mercado de dívida que opera em Nova York.

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