Recursos para infra-estrutura são insuficientes, avalia Bird

O Banco Mundial (Bird) afirma que os recursos destinados ao setor de infra-estrutura na América Latina são insuficientes para promover o crescimento econômico da região e para atender às necessidades básicas (saneamento, saúde e transporte) da população. De acordo com o diretor-financeiro do Bird para o setor privado e infra-estrutura na América Latina e o Caribe, Danny Leipziger, esses países destinam atualmente entre 1% e 2% do PIB (Produto Interno Bruto) para obras de infra-estrutura, taxa considerada insuficiente para permitir uma expansão econômica que permita resolver problemas sociais e fazer com que a região se torne mais competitiva."Seria necessário pelo menos dobrar essas taxas, que são muito baixas, e atingir 3% ou 4% do PIB, como no Chile", disse Leipziger, hoje em São Paulo. "É indispensável investir mais para promover o crescimento econômico e para permitir que os pobres tenham acesso a serviços básicos do Estado", afirmou. Avaliação do BIDAo ser lembrado de que especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estimam que a América Latina precisa pelo menos US$ 70 bilhões por ano para a ampliação e manutenção de sua infra-estrutura, Leipziger afirmou que, para ele, cifras como essas não são tão importantes quanto a proporção do PIB que precisa ser destinado para obras nesse setor. Estimativas do BID mostram que os países da América Latina precisam de pelo menos US$ 37,9 bilhões por ano para crescer e poder competir internacionalmente. Calcula-se ainda que os gastos anuais para a manutenção da infra-estrutura devessem ser de pelo menos US$ 32,8 bilhões. Em 2001, os investimentos nessa área não superaram os US$ 21,7 bilhões, último dado oficial do BID. Leipziger lembrou que o Bird destina cerca de US$ 4 bilhões por ano para a região, dos quais 25% são direcionados à área de infra-estrutura.

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