Recursos para social dão satisfação, mas há obrigações, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que está na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, afirmou, em resposta ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que o Brasil não pode substituir o cumprimento de suas obrigações com credores da dívida pela destinação de mais recursos para os programas sociais. "É evidente que me dá muito mais satisfação destinar recursos para programas sociais do que para o cumprimento de obrigações, no entanto, sou obrigado a cumprir com as obrigações", disse Palocci. Durante a pergunta, o senador Suplicy lembrou que o Brasil deverá gastar, neste ano, R$ 5,8 bilhões em programas de distribuição de renda e, ao mesmo tempo, destinará R$ 138 bilhões em juros da dívida interna. Resultados ?desastrosos? Ele lembrou que em 1990 o Brasil decidiu alongar sua dívida interna de forma compulsória e que os resultados acabaram por ser "desastrosos". Segundo Palocci, esta estratégia acabou gerando perda de crescimento no PIB, aumento da dívida e redução dos gastos com programas sociais. Durante sua resposta, o ministro também reconheceu que a dívida do Brasil é muito grande, mas ressaltou que o governo tem que trabalhar com esta realidade, mesmo não tendo sido ele (Palocci), nem Suplicy, os responsáveis pela criação desta dívida.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 12h29

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