Recursos prometidos contra a crise já somam US$ 2,3 trilhões

Governos de todo o planeta investem recursos sem precedentes para evitar a primeira depressão do século 21

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

25 de novembro de 2008 | 17h55

Da Ásia aos Estados Unidos, passando pela Europa, Oriente Médio e até mesmo Oceania. Nos últimos dois meses, governos de todo o planeta injetaram recursos sem precedentes para relançar a economia mundial e evitar que a recessão se transforme na primeira depressão do século 21. No total, US$ 2,3 trilhões já foram prometidos para criar incentivos para que empresas continuem investindo, gerar novos postos de trabalho e tentar garantir que a economia continue funcionando.  Leia a reportagem completa na edição desta quarta-feira, 26, de O Estado de S. Paulo Isso sem contar um eventual pacote de US$ 700 bilhões que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, poderá anunciar em janeiro. O valor é considerado sem precedentes e demonstra uma virada completa na avaliação dos governos sobre o papel do estado na economia. "Dogmas não podem ser barreiras nesse momento", afirmou no início da semana o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.  Austrália, Israel, Japão, Alemanha e Itália foram alguns dos que adotaram medidas para salvar suas economias. Mas o anúncio de pacotes também foi necessário nos países emergentes. A China havia anunciado até esta semana o maior pacote de todos, com mais de US$ 570 bilhões para projetos, incluindo infra-estrutura. Nesta semana, porém, o governo americano superou Pequim, em uma demonstração de que a Casa Branca está preocupada com a profundidade e duração da crise. Washington usaria US$ 800 bilhões para alimentar o crédito aos consumidores e salvar muitos de dívidas já impagáveis.

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