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Rede Esso pode interessar ao Ultra

Para especialistas, negócio permitiria ao grupo paulista expandir as suas atividades para outras regiões do País

Nicola Pamplona, O Estadao de S.Paulo

27 de setembro de 2007 | 00h00

A estratégia de crescimento do Grupo Ultra no setor de combustíveis ganha força com a possível venda da rede de postos da Esso, que representa cerca de 5% das vendas de combustíveis automotivos do País. Especialistas apontam o grupo paulista como principal interessado no negócio, que permitiria a expansão de suas atividades para além dos mercados do Sul e Sudeste, onde atuará por meio da rede Ipiranga. Segundo fontes do setor, o Ultra já teria sondado a Texaco, que vem reduzindo a presença na América do Sul.A Esso não comenta a possibilidade de venda dos postos brasileiros, anunciada no início da semana pelo diretor internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró. Em declarações que causaram mal-estar no mercado, Cerveró disse que a Esso estaria se desfazendo de ativos não só na Argentina, onde o processo estaria mais adiantado, mas também no Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai. A companhia tem cerca de 1,8 mil postos no País, rede que foi reduzida nos últimos anos, em um processo de saneamento das operações.Para executivos do setor, mesmo que não haja um processo formal de venda, a Esso pode sucumbir a boas propostas de compra. ''''Os negócios de distribuição na América do Sul são complexos para investidores americanos. O marco regulatório é ruim, o populismo crescente e, em alguns países, enfrentam monopólios nacionais. Com petróleo nos US$ 80, pode ser melhor centrar esforços na busca de reservas'''', diz um observador. A Chevron Texaco, por exemplo, já anunciou oficialmente a venda de ativos de distribuição no Equador, Paraguai e Uruguai.A Assessoria de Imprensa da Texaco afirmou ontem que não há planos de venda dos postos brasileiros. Este ano, a empresa reforçou a estratégia de marketing, com investimentos na venda da gasolina especial Techron. ''''Às vezes, uma empresa não está à venda, mas aparece uma proposta boa e a situação muda'''', comenta outro executivo. Com esse espírito, o Ultra teria mandado o superintendente da Ipiranga, Leocádio Antunes, à sede da companhia em San Ramon, Califórnia, para tentar uma negociação sobre os ativos brasileiros de distribuição de combustíveis.O Ultra estreou no mercado de distribuição de combustíveis em março deste ano, com a compra da Ipiranga, em consórcio com Petrobrás e Braskem. Após a conclusão da operação, prevista para o início do ano que vem, vai gerir uma rede de 3,4 mil postos no Sul e Sudeste, que representam 15% do mercado brasileiro de combustíveis - a Petrobrás ficará com o restante da rede. A marca Ipiranga fica com o grupo paulista, que vai manter também a estrutura de gestão da empresa.A direção do Ultra disse mais de uma vez que pretende expandir as atividades para outras regiões e, segundo especialistas, a melhor maneira é comprar redes consolidadas. Procurada, a companhia não quis comentar o assunto.

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