Redes de farmácia investem em marcas próprias

A venda de produtos que levam a marca dos estabelecimentos que os comercializam é uma estratégia que chegou também ao varejo de farmácias. As maiores redes brasileiras já aderiram à moda da marca própria, mas a finalidade, por enquanto, tem sido mais de fixar a marca e menos de incrementar o faturamento. Segundo estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os preços são em geral 30% mais baixos que o de marcas tradicionais. A maioria começou por produtos básicos cujo consumo não está associado à marca, como água oxigenada, mercúrio cromo, vaselina, iodo, óleo de amêndoa. Mas já planejam partir para o segmento de higiene e beleza, como xampus, filtro solar, cremes, um mercado mais dinâmico, porém mais concorrido. O BNDES avalia que a maior parte dos produtos marca própria são de higiene pessoal, segmento que participa com cerca de 30% do total de vendas do setor.Droga Raia e DrogãoA rede de drogarias Raia trabalha há oito anos com marcas próprias. O objetivo na época era, e ainda é, segundo o gerente comercial Rui Teles, a fidelização do cliente, já que as vendas atingem apenas 20 mil unidades por mês em todas as 90 lojas da rede, ante um volume total de 4 milhões de itens comercializados. Os produtos com a marca Raia, de acordo com Teles, têm preços competitivos e as vendas estão crescendo junto com os demais produtos: no ano passado, o aumento foi de 20% sobre 1999.O Drogão, que tem 43 lojas no Estado de São Paulo, está testando a marca própria há cerca de um ano e meio. Os produtos se restringem aos gêneros oficinais, mas os resultados, de acordo com o gerente de Marketing Nelson de Paula, têm superado as expectativas. As vendas no primeiro trimestre deste ano cresceram 6% mais que o total dos produtos na comparação com o primeiro trimestre de 2000. DrogasilA Drogasil, maior rede brasileira em faturamento, com 126 lojas, já lançou uma linha de protetor solar, além dos produtos básicos. A empresa não divulga números, mas garante que os produtos têm tido boa aceitação.

Agencia Estado,

16 de abril de 2001 | 16h17

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