Taba Benedicto/Estadão - 29/11/2019
Loja do McDonald's na Avenida Paulista lotada na Black Friday de 2019. Taba Benedicto/Estadão - 29/11/2019

Redes de fast-food apostam em promoções ‘agressivas’ para a semana da Black Friday 

Lanchonetes investem em parcerias com empresas de delivery, para evitar as aglomerações vistas nas lojas no ano passado

Luciana Lino, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2020 | 15h41

De olho na proximidade da Black Friday 2020, nesta sexta-feira, 27, as empresas de fast-food têm apostado em promoções mais “agressivas” nesta semana para atrair clientes. O formato deu certo em 2019, quando lanchonetes atraíram multidões na data. 

Por outro lado, em ano de pandemia, as redes estão investindo em parcerias com empresas de delivery, como iFood, Rappi e Uber Eats. Os sistemas de pagamentos, como o Mercado Pago, também têm atuado como parceiros das redes. 

Veja abaixo as promoções que as principais redes de fast-food estão oferecendo para esta semana de Black Friday. 

McDonald's

A rede McDonald’s começou a liberar ofertas no dia 12 de novembro. Porém, desde segunda-feira, 23, o cliente pode comprar dois sanduíches Big Mac por R$ 6,90, pagando pelo Código QR no aplicativo do Mercado Pago, desde que ainda não tenha participado da promoção em parceria com o sistema de pagamentos. 

Outras promoções estão disponíveis no aplicativo, no site e no WhatsApp da marca para compras nos balcões e no drive-thru dos restaurantes, como o combo 5 cheeseburgers e 5 McFritas pequenas por R$ 37,90. 

No delivery, a marca lançou promoções que chegam a 50% de desconto no iFood até domingo, 29, como a oferta 2 Quarteirão, 2 McFritas Médias e 2 bebidas.  

Na sexta-feira, o cliente vai poder escolher 4 itens, entre Cheeseburger, Extra Chicken, McFiesta, McFritas Média ou McNuggets, por R$19. A promoção está disponível no iFood.

Burger King

A rede lançou um hotsite no dia 19 de novembro, onde estarão disponíveis os cupons de desconto. O usuário deve fazer uma cópia dos cupons no celular e apresentá-los nas lojas físicas para resgatar os pedidos até o dia 23 de dezembro nas lojas físicas da rede. 

Para a própria sexta-feira, o hotsite do Burger King dará acesso a uma oferta especial para o Cheeseburger: 5 sanduíches sairão por R$ 9,90. Outras ofertas serão disponibilizadas ao longo do dia. 

Para Entender

Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

Maior campanha de vendas promocionais no comércio eletrônico e varejo físico do Brasil será no dia 27 de novembro

Bob’s

Desde segunda-feira, 23, os clientes têm direito a descontos de até 70%. Entre quinta, 26, e domingo, 29, nas lojas físicas da rede, haverá ofertas como o Trio Tentador Carne, de R$ 29,90 por R$ 19,90, o Trio Tentador Frango, de R$ 27,90 por R$ 17,90 e o Milk Shake de 300ml por R$ 7,90. 

Em parceria com o Mercado Pago, o Bob's vai oferecer o Trio Big Bob de R$ 26,50 por R$ 16,50 - a promoção é válida somente para as compras feitas pelo aplicativo do Mercado Pago. Ao chegar à loja, o cliente deverá escanear o QR Code para pagamento que levará para o app Mercado Pago.

Na própria sexta-feira, o cliente pode pedir o Milk Shake de 300 ml por 70% de desconto no Rappi e no iFood. No Uber Eats, a promoção para a sexta contempla três Milk Shakes de 300 ml pelo valor de um, e novos consumidores poderão comprar um milk shake de 300 ml por R$ 1.

Subway

Até o dia 29, a Subway vai promover a SubWeek, com dois sanduíches de 15 cm por R$ 15,90. A rede também contará com promoções no delivery, no estilo ‘leve 2, pague 1’. Porém, nesse caso, as ofertas dependerão de cada restaurante.  

Habib’s

A rede disponibilizou sua campanha de Black Friday desde o início do mês. Para esta semana, o destaque é a promoção “Rodízio de Bib’sfiha”, que acontece nesta quarta-feira, 25, e, depois, nos dias 30 de novembro, 1.º e 2 de dezembro. Dentro dos salões, os clientes poderão comer esfihas à vontade pelo valor de R$19,90 por pessoa. 

A rede também contará com duas campanhas para o iFood. Entre esta quarta e quinta-feira, 26, acontece a ação ‘Tudo por R$ 9,99’, com as seguintes opções: 10 esfihas clássicas, 6 esfihas de qualquer sabor ou 6 mini quibes. Para os dias 27 e 30 de novembro, a campanha ‘Tudo por R$ 0,99’ abraçará 6 esfihas clássicas, 4 esfihas de qualquer sabor ou 2 esfihas de chocolate. 

Ragazzo

Dentre as ofertas para a semana de Black Friday da redehá promoções exclusivas para o iFood. Nesta quarta e na quinta-feira, 26, a oferta ‘Tudo por R$ 9,99’ vale para 10 coxinhas de frango ou calabresa, 12 Ragazzones ou 1 lasanha ao sugo ou bolonhesa. Para os dias 27 e 30, a campanha ‘Tudo por R$ 0,99’ contempla 6 coxinhas de frango ou calabresa, 7 ragazzones, ou 1 nhoque ao sugo ou bolonhesa.

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Black Friday 2020: confira os direitos do consumidor

Procon-SP tem feito reuniões preventivas com as lojas que tiveram mais reclamações na data de descontos no ano passado 

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 13h00

Transparência das lojas e atenção dos clientes. Se essa receita é capaz de prevenir maiores dores de cabeça no dia a dia, quem dirá agora com a proximidade da Black Friday e as compras por impulso. O evento de descontos deste ano será na próxima sexta-feira, 27, mas muitas redes varejistas anteciparam as promoções, que começaram já no início de novembro. 

O Procon-SP, vinculado à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, tem feito desde o início do mês reuniões preventivas com as varejistas mais reclamadas na edição passada da Black Friday, como Carrefour, Magazine Luiza e B2W (Americanas, Submarino e Shoptime). “O primeiro compromisso firmado é o de deixar muito bem esclarecido quais produtos vão estar em promoção e todas as regras que serão aplicadas. Em segundo lugar, que haja um pós-venda eficiente, que atendam rapidamente os clientes”, disse o diretor-executivo da fundação, Fernando Capez

Do lado dos clientes, é importante saber os direitos básicos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e como fazer o uso consciente do dinheiro. O Estadão consultou o advogado Pedro Barradas Barata, sócio do escritório Pinheiro Neto, e a coordenadora do programa de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, para tirar dúvidas sobre o tema. 

Pesquisei o preço na internet e decidi comprar porque estava em promoção. Mas, na hora de pagar, o valor promocional não estava mais lá. Isso pode ser considerado abusivo? 

Essa prática fere o Código de Defesa do Consumidor; a maior dificuldade será provar o ocorrido. O CDC garante que o fornecedor é obrigado a vender pelo preço promocional que anunciou. O fornecedor até pode colocar exceções, mas precisa estar bem sinalizado. Tire prints da página da internet para comprovar que o desconto foi anunciado. 

Se o lojista facilitar a compra por Pix, por exemplo, mas não oferecer as mesmas comodidades para a compra no cartão de crédito, isso pode ser considerado abusivo? 

Não. Durante um tempo, houve a discussão se poderia haver preços diferentes para cada forma de pagamento, tanto no estabelecimento como fora (nas lojas online). Atualmente, há uma lei federal que permite cobrar preços diferentes, baseado no argumento de que cada forma de pagamento tem um custo. Por exemplo, se o lojista aceita cartão de crédito, ele tem que pagar uma tarifa sobre o porcentual da venda para as empresas de cartão. 

A empresa é obrigada a informar a data de entrega na hora da compra? 

A empresa é obrigada a dar prazo de entrega e não exceder o limite que ela se comprometeu. Existem alguns Estados com leis que preveem o agendamento da entrega, mas a regra vale mais para produtos em que é necessário fazer instalação. Se forem outros produtos, entregues pelos Correios, aí não há muito controle do horário exato.

O que fazer quando a loja demora ou não entrega meu pedido?

Se a loja, seja física ou virtual, não entregar o produtos dentro do prazo combinado, o consumidor pode cancelar a compra e ter seu dinheiro de volta sem pagar nenhuma taxa de cancelamento, já que a desistência foi provocada pelo estabelecimento comercial.

Acabei perdendo o controle e gastei mais do que deveria no cartão de crédito. Posso renegociar as parcelas? Se sim, com quem tenho que falar, com o banco ou com a loja?

Para renegociar a parcela, é necessário entrar em contato com o emissor do cartão de crédito, porque é ele quem faz o pagamento para a loja. Mas não existe nenhuma obrigação legal do banco renegociar a dívida. Em caso de compras realizadas fora da loja, a lei garante o direito ao arrependimento em um período de sete dias após a compra, em que é possível cancelar a operação. 

Para Entender

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Quando o cancelamento é válido?

O cancelamento de uma operação é autorizado pelo CDC em casos de:

  • compras feitas fora do estabelecimento comercial (pela internet, telefone ou vendedor porta a porta),
  • defeitos que o fornecedor não tenha resolvido,
  • informações não condizentes com a realidade na embalagem do produto atraso na entrega de um produto.

Se eu comprar algum produto na Black Friday estrangeira, estou resguardado de alguma forma pelas leis brasileiras?

Não. Ainda que a empresa envie um produto para o Brasil, a lei nacional não vai se aplicar à compra. Você estará sujeito às leis do país onde se encontra esse site.

Meu produto veio danificado. Tenho direito de receber o dinheiro de volta? 

Uma vez notificado sobre o defeito, o fornecedor tem até 30 dias para resolver o problema encontrado pelo cliente. Caso desrespeite esse período, o consumidor tem três opções: 

  • pedir um produto igual e sem defeito, 
  • exigir o dinheiro de volta ou 
  • requerer o abatimento do preço.

Vale a pena pegar um empréstimo pessoal para aproveitar as promoções?

A não ser algo que vá impulsionar a sua atividade profissional, não faz sentido se endividar para se beneficiar de um desconto. Ao pegar um empréstimo, você ainda estará sujeito a pagar juros, que podem ser altos. 

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Black Friday 2020: Procon-RJ publica lista de sites não recomendados

Mais de 200 páginas suspeitas aparecem na listagem; fundação também criou uma cartilha com orientações para consumidores

Luciana Lino, especial para o Estadão

24 de novembro de 2020 | 16h56

Com a proximidade da Black Friday 2020, na próxima sexta-feira, 27, o Procon-RJ lançou uma lista com 203 sites não recomendados para compras online. O intuito é ajudar o consumidor a verificar páginas e lojas virtuais que não são consideradas seguras.

De acordo com a entidade de defesa do consumidor, diversos fatores foram analisados para a criação da lista. Foram acrescentadas empresas que não cumprem com a entrega dos produtos e serviços comprados, não respondem às reclamações do consumidor e não respondem às notificações enviadas pelo Procon.

O órgão também avaliou se o estabelecimento tem cadastro ativo na Receita Federal, se está apto a emitir nota fiscal e se o site disponibiliza informações de contato e dados da empresa.

O Procon-SP também tem a sua relação de sites que devem ser evitados pelo consumidor. A listagem foi atualizada em março deste ano.

Dicas para o consumidor

De acordo com o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, o consumidor não deve enviar cópias dos seus documentos pessoais por e-mail e por aplicativos de mensagens, mesmo que a loja afirme que o envio é necessário para a emissão de nota fiscal, atualização de cadastro, fornecimento de descontos ou confirmação de endereço. “Essa é a forma mais comum utilizada para burlar a verificação em duas etapas, que é uma segurança maior para o usuário”, diz.

Coelho também orienta o cliente a não informar os códigos gerados por empresas que anunciam e vendem por telefone, WhatsApp e SMS, e reforça a preferência pelo pagamento via cartão de crédito. “Atenção com os sites que só aceitam boleto bancário, pois, se houver algum problema com a compra, o consumidor terá mais dificuldade de ressarcimento junto ao banco”, afirma.

Por fim, é recomendável que os consumidores efetuem compra de produtos ou serviços em sites que tenham endereço físico em território brasileiro. “Nossa lei tem abrangência nacional e ocorrendo algum problema com o pedido realizado em site estrangeiro, haverá dificuldade na aplicação do Código de Defesa do Consumidor”, finaliza Coelho.

Cartilha de orientações

No fim de outubro, o Procon-RJ preparou uma cartilha voltada para os consumidores que desejam comprar na Black Friday.

Entre as recomendações para as compras nas lojas físicas, a entidade destaca que o preço do produto deve estar visível, ser exibido no seu total à vista e que condições de pagamento, como a quantidade, a duração e valor das prestações, bem como os juros e eventuais acréscimos e encargos, devem estar explícitos.

Em relação às compras online, a cartilha orienta o internauta a desconfiar de sites que oferecem preços muito abaixo do mercado e dar preferência aos sites com boa reputação.

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Black Friday 2020: tudo o que você precisa saber

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Black Friday 2020: saiba como se proteger de golpes em compras online

Ferramentas de proteção de dados e verificação de autenticidade de sites ajudam a evitar fraudes; especialistas recomendam ter um 'kit de boas práticas'

Ana Luiza de Carvalho, Felipe Siqueira e Giovanna Wolf, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 05h00
Atualizado 23 de novembro de 2020 | 14h16

Já virou tradição no calendário brasileiro do varejo: o mês de novembro é o mês da Black Friday. Segundo dados da consultoria Ebit/Nielsen, em 2020 a Black Friday brasileira deve ter uma alta de 27% nas vendas na comparação com o ano passado, motivada principalmente pela adesão do consumidor ao comércio eletrônico durante a pandemia. Em meio às promoções, porém, surgem as dúvidas de como se proteger ao comprar e vender pela internet. Com supostos descontos imperdíveis do evento, os usuários podem agir por impulso e realizar péssimos negócios.

De acordo com o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Adriano Volpini, as instituições financeiras estão percebendo nos últimos anos que o brasileiro não tem o costume de se preocupar tanto com a segurança de seus dados. Isso facilita ações de criminosos na hora de roubo de dados e de dinheiro de contas digitais. "Nós temos uma questão cultural muito complicada. Por mais incrível que pareça, as pessoas fornecem dados (para criminosos)", diz. 

De acordo com Hélio Cordeiro, especialista em segurança da informação e consultor da assessoria Daryus, a dica é se proteger de várias formas. "Não existe um bala de prata, são boas práticas que juntas garantem uma compra", orienta. Saiba como se proteger ao comprar e vender pela internet

PARA COMPRADORES

Prefira lojas conhecidas

Ao comprar em instituições reconhecidas, o consumidor se protege de forma dupla: primeiro, aumenta a probabilidade de receber produtos de boa qualidade e sem sustos na entrega. Em segundo lugar, não fica exposto a plataformas de pagamento inseguras que podem roubar dados bancários.

Para lojas menos conhecidas, é preciso tomar alguns cuidados. Uma das possibilidades é consultar a reputação da marca em sites como o Reclame Aqui, em que é possível filtrar as reclamações dos consumidores por empresa e checar a resposta dela. Procure informações cadastrais como CNPJ, razão social e telefone fixo para contato.

Desconfie especialmente de links patrocinados em sites de pesquisa, aquele primeiro que aparece nas pesquisas com a indicação de que foi impulsionado. Fraudadores costumam pagar para terem seus links maliciosos com destaque. 

Cuidado com o 'mito do cadeado'

Uma das formas de checar se as informações do site são criptografadas de ponta a ponta é conferir os ícones que aparecem no próprio navegador. Um dos indicativos é quando a URL do site começa com “https”, em que S vem de segurança. Além disso, ao lado do campo de endereço há um ícone de cadeado. Ao clicar em cima do cadeado, o carregador abre uma janela certificando que o site é seguro. 

O cadeado, porém, não significa uma transação comercial totalmente segura. Hélio Cordeiro explica que o cadeado dificulta o vazamento de informações, mas não significa que o comerciante envolvido na negociação seja idôneo. “Claro que um cadeado é um dos sinais que podem indicar que a comunicação é segura, mas eu posso criar um site temporário chamado ‘Ebay ponto alguma coisa ponto com’, com cadeado, para roubar seus dados”, afirma.

Google Transparency Report: na dúvida, verifique

De acordo com Hélio Cordeiro, uma alternativa é usar verificadores de autenticidade, como a checagem de URLs do Google Transparency Report. O usuário pode inserir o endereço da página no verificador e checar se há algum registro de insegurança no domínio. Na dúvida, o melhor é desistir da transação.

Compre apenas por equipamentos de confiança

Ainda que o cliente esteja realizando a compra em um site idôneo, a clonagem dos dados do cartão de crédito ainda é uma possibilidade. Isso vale para computadores compartilhados ou redes de wi-fi pública, em que todas as informações enviadas à rede podem ser capturadas e repassadas a terceiros. Mesmo em casa, é preciso se cuidar. Instale no computador ferramentas como antivírus e firewall, que bloqueiam invasores. Também vale instalar um antivírus no celular.

Outra medida importante é  manter os sistemas operacionais de computadores, smartphones e tablets atualizados, para terem acesso aos pacotes mais recentes de segurança do desenvolvedor. Isso inclui não utilizar softwares piratas, nem no computador nem em celulares, porque esses aplicativos não recebem as atualizações.

Use cartões virtuais

Outra possibilidade para evitar a clonagem de dados é o uso do chamado cartão virtual. Algumas instituições financeiras oferecem a ferramenta, gerada na hora, a partir da solicitação do cliente no aplicativo ou site. “Além de poder fazer uma compra única, não fornece seu dado real", explica Hélio Cordeiro.

A compra é lançada na fatura convencional e integra o mesmo limite, mas os números do cartão e código de segurança são diferentes do cartão físico. Após o cliente efetuar a compra, os números são inutilizados. Dentre as instituições que já oferecem o cartão virtual estão Nubank, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica.

A exceção é o Nubank, que tem uma numeração única para o cartão virtual independente do número de compras. É como se ele fosse uma segunda versão do cartão físico, com data de validade mais longa que os demais cartões virtuais.

Observe as formas de pagamento disponíveis

Uma das formas de pagamento mais seguras para o consumidor é o cartão de crédito. Além de eventuais seguros cobertos pela própria bandeira da marca, é possível solicitar o estorno da compra se houver algum problema. 

“O consumidor final vai conseguir seu dinheiro de volta caso caia em um golpe ou caso outra pessoa utilize seu cartão, porque o processo de estorno é autorregulado, ou seja, ele é igual para todos os varejistas e emissores de cartão”, explica o diretor de marketing e soluções da ClearSale Omar Jarouche. 

Por outro lado, se o site oferece apenas possibilidades de pagamento à vista, como transferências e boletos, o consumidor deve pensar bem antes de efetuar a compra. “É muito difícil reaver o pagamento realizado via boleto ou transferência bancária”, aponta Jarouche. 

Engenharia social: o e-mail não morreu

Em época de Black Friday, diferentemente de outros períodos do ano, que as pessoas até ignoram mensagens de vendas por falta de interesse, a espera por promoções as deixa mais vulneráveis. 

De acordo com Adriano Volpini, o fornecimento de dados por parte de clientes a ladrões de dados online se dá, principalmente, por um conceito chamado Engenharia Social. Essa prática consiste em uma mensagem, enviada por um fraudador - seja por meio de SMS, email, aplicativo de mensagem ou ligação. É o que muitos chamam de Spam, aquele arquivo que fica como potencialmente malicioso no email, por exemplo. 

A vítima recebe promoções muito atraentes de produtos que, geralmente, possuem um preço muito alto, e que levam para links maliciosos. "A pessoa vê um celular que custa R$ 7 mil por R$ 1 mil e quer comprar, por mais que a gente saiba que esse tipo de promoção é impossível, mesmo em época de Black Friday", explica Volpini. 

Se receber cupons com ofertas de ultra descontos ou produtos de graça, principalmente pelo Whatsapp ou por e-mail, desconfie. Via de regra, as grandes promoções estão disponíveis nas redes sociais e site das marcas e não exigem que os usuários repassem nenhum tipo de link. 

Comumente, o link foi enviado de forma inadvertida por um conhecido. O link geralmente está com algum encurtador de URL, para que o usuário não tenha certeza se ele leva ou não ao site oficial da marca. Para receber o suposto produto, o usuário deve repassar o anúncio e preencher algum formulário.

Helio Cordeiro afirma que, ainda hoje, o e-mail é uma ferramenta de comunicação importante. De acordo com ele, os e-mails de phishing com erros de ortografia são coisa do passado: agora, os golpes reproduzem perfeitamente o design dos e-mails legítimos. 

Além disso, muitas vezes os bandidos usam informações direcionadas para tentar dar mais credibilidade aos golpes. “Imagine que mando para a equipe de jornalismo do Estadão um e-mail dizendo que em uma franquia próxima de certa loja de chocolate está com promoção especial. Para isso, tem que fazer o cadastro no site usando o código ‘JornalismoEstadão’. Na pressa, muita gente pode cair”, explica o especialista.

PARA VENDEDORES

Sempre que possível, não negocie fora das plataformas

Em sites que conectam compradores e vendedores, um dos maiores riscos é a comunicação fora das plataformas —principalmente para os vendedores. Um dos golpes mais comuns é a falsificação de e-mails de pagamento. 

A fraude começa quando o suposto comprador manda uma mensagem pelo chat da plataforma pedindo que o vendedor entre em contato, pois quer mais informações sobre o produto. A maioria dos sites alertam para os riscos de negociar fora da plataforma e, por isso, bloqueiam mensagens que tenham sites ou endereços de e-mail. Para driblar o mecanismo de proteção, o golpista digita o próprio e-mail com vários pontos finais intercalados entre os caracteres, dificultando a leitura e bloqueio da mensagem pela plataforma.

O vendedor, então, entra em contato com o suposto comprador para solucionar dúvidas. O golpista afirma que vai finalizar a compra e, com o e-mail do vendedor em mãos, falsifica uma mensagem de comprovação do pagamento idêntica a que os sites intermediadores enviam.

Em seguida a vítima recebe a falsa autorização para enviar o produto e acaba despachando o produto pelos Correios. Dessa forma, ele não recebe o pagamento e fica sem o produto.

Para evitar essa fraude, o vendedor sempre deve conferir o passo a passo da negociação pelo site, ainda que receba e-mails da plataforma, e nunca fornecer contatos pessoais caso essa seja a orientação do site em que está vendendo.

Cuidado com as devoluções de produtos

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, os clientes têm até sete dias para se arrependerem de compras realizadas pela internet e devolverem o produto. Algumas plataformas chegam a oferecer trinta dias de cobertura para arrependimento. Para isso, a plataforma emite um cupom de entrega para ser anexado à caixa de devolução.

O que pode ocorrer é o cliente devolver o produto danificado, ou pior, enviar a caixa de devolução com outro produto ou tijolos dentro. Nesse caso, uma orientação informal repassada entre vendedores é sempre filmar o recebimento do produto para enviar à plataforma de intermédio, caso seja necessário.

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