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Redução da meta para superávit primário é temporária, afirma Mantega

Ministro da Fazenda garantiu que o governo federal vai cobrir uma eventual diferença de Estados e municípios no ano que vem

Renata Veríssimo, Adriana Fernandes e Laís Alegretti, Agência Estado

15 de abril de 2014 | 12h27

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira, 15, que o governo desistiu temporariamente de perseguir uma meta cheia de superávit primário de 3,1% do PIB em 2015 por conta das condições atuais da economia.

"Se o crescimento do PIB for maior que 3% podemos aumentar o primário para além dos 2,5% (previstos na LDO). Se a economia crescer mais rapidamente em 2015, produzindo uma receita maior, estaremos elevando o superávit primário sempre às custas do governo central. Não vamos aumentar a meta de Estados e municípios", afirmou.

Mantega garantiu que o superávit primário do setor público em 2015 será de no mínimo 2% do PIB. Ele afirmou que o Tesouro irá compensar eventual frustração da meta fixada para Estados e municípios. A meta de 2% considera um abatimento de 0,5% do PIB (até R$ 28,7 bilhões) de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta cheia é de R$ 143,3 bilhões (2,5% do PIB).

Mantega garantiu que o governo federal vai cobrir uma eventual diferença de Estados e municípios no ano que vem. "Isso não quer dizer que não esperamos uma atuação pró-ativa dos Estados e municípios para cumprir a meta. Mas na eventualidade de ficar aquém do planejado, estaremos compensando essa parte", afirmou.

O ministro da Fazenda também afirmou que as dívidas líquidas e brutas do Brasil continuarão a cair e o primário brasileiro continuará sendo um dos maiores do mundo. "A dívida líquida continuará caindo em 2014 com o primário que vamos apresentar e continuará caindo, tanto bruta quanto liquida, ao longo do tempo com a trajetória de primário que estamos apresentando", afirmou.

Mantega defendeu que o primário brasileiro tem sido um dos maiores do mundo há vários anos. "É o segundo maior primário do G20 e continuaremos nessa trajetória", disse. O ministro disse, ainda, que a trajetória da dívida líquida vai em direção a 30% e que esse valor deve ser atingido em torno de 2018.

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