Redução de déficits europeus vai demorar até 20 anos, prevê FMI

No curto prazo, países terão taxas de crescimento baixas e sacrifícios sobre salários serão inevitáveis, diz economista-chefe do fundo 

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2010 | 10h56

A redução do déficit orçamentário na Europa será "extremamente dolorosa" e vai demorar até 20 anos, afirmou o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, em uma entrevista ao diário italiano La Repubblica. "O ajuste é mais fácil para países que podem desvalorizar sua moeda. Nos países que não têm essa opção, é legítimo dizer que a redução será extremamente dolorosa", disse Blanchard.

 

A autoridade do FMI afirmou que o processo vai exigir esforços combinados durante 10 ou 20 anos. No curto prazo, alertou Blanchard, os países terão taxas de crescimento baixas e "sacrifícios sobre salários serão inevitáveis, com o objetivo de recuperar a competitividade".

 

Falando em termos mais gerais, Blanchard afirmou que os governo da Europa e dos EUA terão de impor cortes nos gastos e aumentos de impostos para colocar as finanças públicas de volta nos eixos, após a crise econômica global.

 

A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI seguem pressionando a Grécia a controlar sua crescente dívida, enquanto sindicatos gregos preparam greves contra medidas de austeridade. Sob pressão dos 15 parceiros da zona do euro, o governo grego prometeu reduzir seu déficit para 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, por meio de cortes dos gastos públicos. As informações são da Dow Jones.

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