Redução de IPI preserva emprego, diz Paulinho

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirmou que a medida do governo de reduzir o IPI para o setor automotivo dará estabilidade de emprego para todos os funcionários de montadoras, autopeças e revendedoras de veículos durante o seu período de vigência. "Esse acordo vai dar garantia de emprego para a cadeia e por isso ele nos é muito satisfatório. Saímos daqui não só com a redução do IPI e preços de automóveis, mas também com a garantia do emprego dos trabalhores." Segundo o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, José Lopes Feijó, os sindicatos e as montadoras assinarão um termo de compromisso assegurando o cumprimento desta proposta de estabilidade de emprego. Além disso, haverá uma comissão responsável pelo acompanhamento mensal do cumprimento do acordo. "Balde d?água num incêndio"Embora considere o acordo positivo para a manutenção do emprego e aumento das vendas de veículos, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, comparou a redução do IPI a um "balde d?água num incêndio". Ele enfatizou a necessidade de o governo mexer na política econômica, descontingenciar os recursos do Orçamento, reduzir os juros e os depósitos compulsórios para o voltar a crescer e permitir a redução do desemprego. Sem essas medidas, previu, o governo será obrigado a "voltar a discutir um acordo para o setor". Para Paulinho, a política econômica atual tem gerado o aumento do desemprego. "O País está pegando fogo. É um balde d?água num incêndio", disse ele sobre as medidas. Segundo o dirigente, a redução do IPI ajuda a preservar temporariamente o emprego não só nas montadoras, como também de toda a cadeira do setor, desde de fabricantes de autopeças e revendedores. "É um alívio". Ao ser questionado sobre a possibilidade de os trabalhadores terem sido usados pelas montadoras como "massa de manobra" para pressionar o governo a aceitar a redução do imposto, o presidente da Força Sindical disse que a cadeia produtiva do setor tem uma importância muito grande para a economia brasileira e, por isso, maior força de pressão. No entanto, Paulinho reconheceu que, por ter de assegurar a manutenção de empregos, teve de ficar do lado das montadoras. "Nesse sentido, fizemos lobby para elas", finalizou. "Os empregos estão assegurados", diz Luiz MarinhoJá o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, comparou a redução do IPI, anunciada hoje pelo governo, à "anestesia". "É uma anestesia para não sentir tanta dor", disse ele. Ele considerou o incentivo uma medida positiva para preservar o emprego e para o consumidor. "Os empregos estão assegurados", afirmou. Segundo ele, os sindicatos vão fiscalizar o compromisso assumido pelas montadores de preservação dos empregos. "Se deixar só com as empresas, elas tiram proveito", afirmou. Na sua avaliação, a medida vai ajudar na retomada da atividade econômica no País.

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