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Redução de preços de commodities não deve afetar exportações brasileiras, diz MDIC

O secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, afirmou nesta segunda-feira que uma eventual redução dos preços internacionais das commodities devido a uma desaceleração da economia dos Estados Unidos não deve afetar o desempenho das exportações brasileiras. Segundo ele, a pauta exportadora brasileira está bastante diversificada tanto em produtos como em mercados, o que garante hoje uma dependência menor dos Estados Unidos. "Eu não estou preocupado que uma eventual queda dos preços internacionais das commodities vá afetar as exportações brasileiras. Temos outros produtos e outros mercados que não serão afetados", disse Meziat, lembrando que o bloco da América Latina superou os Estados Unidos como principal mercado de destino das exportações brasileiras.Ele, no entanto, admitiu que uma redução da atividade econômica dos Estados Unidos impacta no comércio internacional como um todo. "Caso isso aconteça, nós vamos ter que estar preparados e de olho para ver até que ponto pode afetar as exportações brasileiras", disse o secretário. Ele afirmou que o seguimento em que as exportações mais crescem é o de material de transportes que, segundo ele, não é afetado pela redução dos preços das commodities.Meziat também afirmou que em julho e agosto houve uma inversão no quadro de exportações. Segundo ele, de abril a junho foi negativo o crescimento das exportações em volume. Em julho, as exportações voltaram a crescer 9,1% em volume e em agosto 6,4%, em relação ao mesmo mês do ano anterior."Temos dados que mostram a recuperação do quantum. Estamos esperando que haja um aumento entre 5% e 6% no volume exportado este ano e de 15% no valor das exportações", afirmou o secretário. Até agosto, o aumento das exportações em volume foi de 3,2% e em valor, 11%. ExportaçõesMeziat confirmou o aumento da a meta de exportações para este ano pelo governo, de US$ 132 bilhões para US$ 135 bilhões. "Aqui sempre gostamos de desafios. Somos ousados e acreditamos muito nessa meta de US$ 135 bilhões", disse. O secretário acredita que com este valor o Brasil deve subir no ranking mundial dos maiores países exportadores. Em 2005, quando o Brasil exportou US$ 118,3 bilhões, o País ocupava a 23ª posição e tinha uma participação de 1,1% no mercado internacional. Para este ano, Meziat acredita que o Brasil deve subir para 20ª ou 21ª posição e aumentar a sua participação no mercado mundial para uma faixa de 1,20% ou 1,25%. O Brasil ultrapassaria a Áustria, suíça e Suécia. Segundo Meziat, o crescimento das importações em setembro, de 35% em relação a setembro de 2005, é o maior aumento porcentual neste ano. O melhor desempenho das importações, até então, foi em julho quando as compras internacionais cresceram 32% na comparação com igual mês do ano passado. "O ideal é que o País importe mais. Se é uma importação leal, vamos ter que aumentar a demanda interna ou externa pelos nossos produtos para contrabalançar o aumento das importações", argumentou o secretário. Ele acredita que a tendência é que as importações continuem crescendo em um ritmo maior ao das exportações, o que deve fazer com que o saldo comercial caia a partir de 2007. Para este ano, o governo estima um superávit de US$ 44 bilhões, resultado de importações de US$ 91 bilhões e exportações de US$ 135 bilhões. Meziat disse que o crescimento da economia deve elevar a procura por produtos internacionais. Segundo ele, o Ministério do Desenvolvimento continua trabalhando com um crescimento de 4% do PIB este ano."Nunca na história desse País se importou tanto e de tudo", afirmou. O secretário disse que o aumento das importações este ano é expressivo em todas as categorias. "Tudo indica que existe uma demanda interna forte por estes produtos", disse. As importações de bens de capital cresceram 23,6% de janeiro a setembro, na comparação com igual período do ano passado. As compras de matérias-primas subiram 18,6% e combustíveis e lubrificantes, 29,4%. Mas o maior aumento foi em bens de consumo: 42,2%. Matéria alterada às 17h46 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

02 de outubro de 2006 | 17h05

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