Redução de vagas foi mais forte em Serviços, aponta Dieese

O setor de Serviços, que reúne 53% dos trabalhadores na região metropolitana de São Paulo, foi o responsável pela maior queda do número de postos de trabalho em fevereiro, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). No mês passado, houve um decréscimo de 42 mil postos de trabalho no setor, resultado, principalmente, da diminuição no assalariamento com carteira e trabalho assinada e do emprego no setor público. De acordo com a gerente de análise da Fundação Seade, Paula Montagner, é difícil de atribuir um responsável pela diminuição de vagas do setor. "Trata-se de um segmento muito amplo e que, por isso, sofre pressões e variações de diferentes áreas da economia", disse Paula. Houve, segundo a PED, redução do número de trabalhadores nos Serviços Educacionais (5,9%), de Alimentação (4,7%), Auxiliares (3,8%), Outros Serviços (3,3%), Transportes (2,9%) e Administração e Utilidade Pública (1,4%). Entre os aumentos, destacam-se os ocorridos nos Serviços de Reformas (9,4%) e Oficina Mecânica (5,7%). "Estes números são positivos, mas vieram infelizmente porque registramos muitas enchentes na cidade no início do ano, que acabaram estragando residências e veículos. Daí a procura por estes serviços e, conseqüente, a maior oferta de postos de trabalho", analisou Paula. Números do comércio e da indústria O Comércio foi o segundo setor que mais dispensou trabalhadores em fevereiro, de acordo com dados da PED. No total, foram fechadas 25 mil vagas, prejudicando especialmente assalariados sem carteira assinada e trabalhadores autônomos (camelôs). Empatados no quesito fechamento de postos de trabalho, com decréscimo de 21 mil ocupações cada, ficaram a Indústria e Outros Serviços - que compreende serviços domésticos e construção civil. Na Indústria, em fevereiro, houve declínio de 1,4% no nível ocupacional do setor. "Este é um movimento típico para o período em análise em função de ocorrerem ainda algumas dispensas após contratações para trabalho temporário no final do ano", salientou Paula.

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 15h36

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