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Redução do custo de operações bancárias é fundamental, diz BC

Segundo diretor do Banco Central, correspondentes bancários podem colaborar com esta redução de custos

Célia Froufe, da Agência Estado,

23 de novembro de 2007 | 10h45

Os correspondentes bancários - que são estabelecimentos como lotéricas, farmácias e supermercados e que efetuam pagamentos de contas de água e luz entre outras, além de permitir saques e verificação de extrato - têm como um dos pontos principais colaborar para que haja uma redução dos custos transacionais de operações, na avaliação do diretor de política monetária do Banco Central, Mário Torós.  "Esse é um ponto (a redução de custos) que acho fundamental na agenda microeconômica do País e penso que o Brasil tem muito para andar nisso", afirmou durante evento realizado em São Paulo pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). De acordo com Torós, tanto os correspondentes bancários quanto a melhora da eficiência das operações de pagamento do Brasil levam claramente a uma redução de custos transacionais. "E isso tem efeito sobre a produtividade do País", considerou. O diretor do BC ressaltou que em localidades em que as realidades socioeconômicas inviabilizam a instalação de dependências financeiras organizadas, os correspondentes bancários têm uma importância ainda maior. "Num País com dimensões continentais como o Brasil é de fundamental importância a estruturação de mecanismos que viabilizem o acesso da população a serviços e produtos financeiros, inclusive no contexto da utilização eficiente de recursos para diversas regiões, permitindo atendimento de demandas de maneira eficaz e contribuindo no processo de inserção social", defendeu. Os correspondentes, ainda na avaliação de Torós, são fundamentais para a população que ainda está à margem de serviços básicos do sistema bancário, como conta corrente de depósito à vista, conta de poupança e instrumentos de crédito.  "Diversas iniciativas vêm sendo adotadas pelo Banco Central", disse, citando a permissão de abertura de conta corrente simplificada, o estímulo ao cooperativismo e o apoio ao microcrédito. "Mas, seguramente, o mecanismo que tem se mostrado mais eficaz para ampliar a oferta de serviços financeiros nas regiões geográficas mais inacessíveis são os correspondentes bancários."  A evidência disso, segundo ele, é que, em 2001, havia cerca de 1,4 mil municípios brasileiros sem qualquer atendimento bancário e, em 2006, havia 95 mil pontos de bancário e todos os 5.564 municípios do País já estavam cobertos, de alguma forma, por algum tipo de atendimento bancário. Também apresentando dados de 2006, Torós informou que foram processados mais de 1 milhão de recebimento de contas de água, luz, telefone e de outros convênios e efetuadas cerca de 130 milhões de transferências relativas a programas sociais do governo federal, previdência social e da área rural.  "Isso demonstra o acerto do Banco Central em expandir e modernizar a atuação relativa aos correspondentes bancários,que comprovam, na prática, ser um instrumento fundamental na inclusão social do País", disse, acrescentando que esses estabelecimentos atendem a mais de 40 milhões de brasileiros, principalmente os que residem nas periferias das cidades ou em zonas rurais mais afastadas e carentes. "Estamos conscientes de que ainda podemos aprimorar a regulação vigente com vistas a cumprir maior segurança institucional e jurídica às instituições financeiras", afirmou. De acordo com dados da Febraban, houve um aumento de mais de 400% no número de correspondentes de 2000 a 2006, passando de 13,7 mil para 73 mil dependências. Em relação ao total de operações realizadas, a Federação registrou um avanço de 125 milhões em 2003 para 1,4 bilhão no ano passado.  Torós participou do evento, em São Paulo, representando o presidente do BC, Henrique Meirelles, que cancelou sua participação em função de adequação de agenda. Às 13 horas, Meirelles proferirá palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Torós apenas proferiu palestra e não quis falar com os jornalistas presentes ao evento.

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