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Redução do juro dos EUA indica novos cortes

O Federal Reserve reduziu as taxas de juro básicas norte-americanas pela segunda vez em um mês e indicou que novos cortes poderão ocorrer se a economia continuar a enfraquecer. Em meio a anúncios de demissões por parte de empresas e uma acentuada queda na confiança do consumidor, o Comitê de Mercado do Fed (Fomc) votou por uma nova redução de 0,50 ponto porcentual na taxa dos Fed Funds, para 5,50%. As autoridades monetárias também optaram por manter a predisposição em favor de taxas de juro mais baixas, oferecendo um conforto para empresários e investidores que temem que a economia dos EUA possa já estar em recessão. O Fed também decidiu reduzir a taxa de redesconto em 0,50 ponto porcentual, para 5,0%. A decisão de hoje sugere que o Fed está agindo numa velocidade incomum para impedir uma recessão. Esta é a primeira vez desde que Alan Greenspan assumiu a presidência do Fed, que o Banco Central norte-americano reduz as taxas de juro em 0,50 ponto porcentual em duas vezes consecutivas para estimular a economia.Na recessão de 1991, ao contrário, o Fed quase não cortou o juro em mais de 0,25 ponto porcentual de cada vez. Na ocasião, o Banco Central norte-americano falhou em evitar a recessão o que levou o então presidente George Bush a culpar Greenspan por sua derrota eleitoral em 1992. A decisão de hoje deverá produzir um pequeno efeito nos mercados de ações, bônus e taxas hipotecárias de longo prazo porque Wall Street havia antecipado esse novo corte de 0,50 ponto porcentual. Os investidores agora acreditam que o Fed poderá cortar a taxa dos Fed Funds abaixo de 5,0% até a metade do ano para evitar uma recessão. Alguns economistas dizem que o Fed pode se sentir obrigado a cortar o juro novamente no próximo mês, bem antes da próxima reunião do Fomc, marcada para 20 de março. Depois de ter passado os últimos dois anos tentando evitar um superaquecimento da economia, o Fed este mês mostrou claramente que fará o que for preciso para assegurar a continuidade do crescimento econômico nos EUA. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2001 | 18h02

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