Redução do juro pode continuar, diz ata do Copom

A redução adicional da taxas de juros neste momento não vai comprometer as conquistas recentes obtidas no combate à inflação. É o que afirmam os diretores do Banco Central (BC) na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para justificar a redução em 1,5 ponto porcentual a taxa Selic, que caiu de 26% para 24,5% ao ano. "Tendo em vista as projeções de inflação relativas aos valores acumulados para os próximos doze meses e para 2004, os números recentes do IPCA e as evidências adicionais de que a persistência inflacionária possa estar retomando aos níveis históricos, o Copom entende que a flexibilização adicional da política monetária neste momento não compromete as conquistas obtidas recentemente no combate à inflação", asseguram os diretores na ata. Eles também afirmam que, a persistir a tendência recente da inflação, os juros reais deverão convergir no futuro para níveis inferiores aos atuais. O documento, divulgado esta manhã pelo BC, ressalta a importância do gradualismo da política monetária. "A convergência gradativa dos juros em direção aos novos níveis de equilíbrio no médio prazo preservará as conquistas recentes no combate à inflação, compatibilizando-as com os benefícios advindos de uma recuperação sustentada no nível de atividade", afirma a ata. O Copom estima que as projeções de inflação para 2003 estão acima da meta ajustada de 8,5% e abaixo da meta de 5,5% para 2004. As projeções foram feitas com base na manutenção da taxa Selic em 26% ao ano e da taxa de câmbio no patamar próximo ao que prevalecia na véspera da reunião do Copom, de R$ 2,85.

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