Redução no preço do gás chega a impasse

O governo não conseguiu chegar a um acordo com os representantes das empresas do setor de gás de cozinha para redução de preços do produto ao consumidor. Ao término de uma reunião de representantes do setor com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o presidente da Federação Nacional dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Fergás), Álvaro Chagas, disse que não há condição de reduzir as margens de comercialização.O presidente da Copagaz, Ueze Zahran, afirmou que todas as empresas engarrafadoras estão tendo prejuízo e reclamou que elas estão sendo acusadas injustamente pelo aumento de preços. Segundo ele, entre janeiro de 2002 e janeiro de 2003, o gás teve aumento de R$ 7,50 ao consumidor. Desse total, R$ 4,00 foram para a Petrobras, R$ 2,80 para impostos e apenas R$ 0,45 para a distribuição. ?E tudo recai em cima dos distribuidores e dos revendedores?, disse. Ele disse ainda que a Petrobras teve um aumento de 550% no lucro, enquanto os distribuidores, segundo ele, estariam com prejuízo há seis anos.O presidente da Fenagás, que representa os revendedores e transportadores de gás, Jorge Lúcio da Silva, disse que é necessário rever toda a estrutura de comercialização do produto. Ele propôs que gás de cozinha passe a ser tratado como um produto da cesta básica, com o pagamento de impostos menores. O Ministério informou, por meio da assessoria, que não se manifestará hoje sobre a questão.

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